
Um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) está entre os alvos da Operação Erga Omnes, deflagrada nesta sexta-feira (20) pela Polícia Civil do Amazonas para desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção institucional.
Izaldir Moreno Barros, que atuava como motorista da desembargadora Nélia Caminha Jorge, passou a ser investigado após surgirem indícios de que teria recebido valores do grupo criminoso em troca do acesso a informações sigilosas relacionadas às apurações policiais. Trechos da decisão judicial indicam que dados telemáticos, incluindo interceptações telefônicas, apontam transferências bancárias entre Izaldir e Alan Kleber Bezerra Lima, apontado como líder do esquema.
Segundo a investigação, um dos delatores relatou que o servidor teria sido corrompido para facilitar o repasse de informações estratégicas, o que poderia ter sido usado para antecipar ações policiais e judiciais, favorecendo a atuação da facção.
Diante das suspeitas, o TJAM informou, por meio de nota oficial, que já adotou providências administrativas em relação ao servidor citado na operação. O tribunal ressaltou que não compactua com condutas incompatíveis com o serviço público e reafirmou seu compromisso com a legalidade, a transparência e a integridade do Poder Judiciário.
A Operação Erga Omnes integra uma investigação mais ampla que revelou a movimentação de dezenas de milhões de reais pelo grupo criminoso, além da utilização de empresas de fachada e da cooptação de agentes públicos em diferentes esferas. A Polícia Civil segue com diligências para localizar foragidos, aprofundar a identificação de responsabilidades e rastrear ativos ilícitos.
De acordo com a corporação, o objetivo da ação é interromper a atuação da organização criminosa, preservar provas e responsabilizar todos os envolvidos, especialmente nos casos em que há suspeita de infiltração do crime organizado dentro das instituições públicas.







