FOTO: Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar

Estudantes do Colégio Amazonense Dom Pedro II, localizado no Centro, zona sul de Manaus, iniciaram as aulas em um novo prédio que será sede provisória enquanto o prédio original do colégio, hoje com 156 anos, passará por uma obra de restauração. Considerado um “patrimônio histórico do Amazonas”, o colégio foi fundado em 1869, pelo então presidente da Província do Amazonas, João Wilkens de Matos, e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1988, pelo decreto nº 11.304.

De acordo com a secretária de estado de Educação, Arlete Mendonça, a sede provisória da escola garante que nenhum aluno da unidade de ensino tenha o ano letivo comprometido, enquanto os processos que envolvem o restauro do prédio original transcorrem.

“Nossa prioridade é que nenhum aluno do colégio fique sem aula. A nova unidade também está localizada no Centro, logo não há grandes interferências para esses alunos. Com as aulas garantidas, a Secretaria de Educação segue com o planejamento e tratativas conjuntas para o restauro do prédio”, afirmou a secretária.

No novo prédio, os mais de 1,2 mil estudantes, divididos entre os turnos matutino e vespertino, contam com 15 salas de aula amplas, biblioteca, laboratório de ciências, laboratório de informática, sala de projetos, sala de recursos, sala de música e fanfarra, dentre outros espaços pedagógicos. De acordo com o diretor da unidade de ensino, Anselmo Neto, toda a estrutura pedagógica, incluindo o arquivo centenário da escola, será integrada ao novo prédio.

“É um prédio grande, amplo, com salas grandes e amplas, temos mobiliários novos em todas as salas, condicionadores de ar em todas as salas, mobiliários de cozinha e refeitório novos, tudo pensado e preparado para melhor atender a nossa comunidade”, destacou o diretor.

Em 2025, o prédio histórico passou por uma série de fiscalizações realizadas pelo Departamento de Administração de Infraestrutura (Deinfra), da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, além de técnicos do Iphan, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Do Amazonas (CBAM), entre outras instituições, com o objetivo de identificar e mapear os serviços de manutenção e reforma necessários para o pleno funcionamento do colégio.

A Secretaria de Educação realizou, com o Iphan, em setembro de 2025, uma reunião técnica envolvendo os demais órgãos, onde foram alinhadas as providências relativas à elaboração do Termo de Compromisso e regularização das intervenções no imóvel tombado.

Em outubro de 2025, a Superintendência do Iphan no Amazonas elaborou o Termo de Compromisso, e solicitou da Secretaria de Educação a documentação técnica relativa às intervenções classificadas como Reforma Simplificada (ações emergenciais), incluindo Memorial Descritivo, levantamento de patologias e propostas de intervenção, que foi enviada em janeiro de 2026.

Em fevereiro de 2026 realizou-se uma segunda reunião técnica entre a Secretaria de Educação e o Iphan para alinhamento quanto às etapas subsequentes e consolidação de entendimento acerca da formalização do Termo de Compromisso, que se encontra em processo de análise técnica e jurídica pela área central do Iphan, sob acompanhamento do Deinfra.

“Verifica-se que a Secretaria de Educação vem adotando as providências técnicas e administrativas cabíveis, dentro dos trâmites legais aplicáveis a bens tombados, mantendo acompanhamento contínuo junto ao órgão de tutela”, ressaltou o gerente de Projetos e Serviços de Engenharia, da Secretaria de Educação, Isaac Cruz.

Tradições preservadas

A história do Colégio Amazonense Dom Pedro II, que se funde com a história do próprio Amazonas, conta com tradições que passam de geração a geração, iniciando com acolhida aos novos estudantes que ingressam na 1ª série do Ensino Médio, conhecidos como “goiabinhas”. Durante a manhã desta segunda-feira (23/02), os formandos de 2026 prepararam uma manhã de recepção para os novos “gymnasianos”.

Após conhecerem a sala de aula, os novos colegas de classe e os professores, os estudantes da 1ª série participaram de um passeio por todo o novo prédio, onde puderam conhecer todos os espaços pedagógicos. Para a aluna Deborah Quirino, da 3ª série do Ensino Médio, é importante que as tradições continuem, mesmo que em um prédio novo, para que a história da escola não seja perdida.

“É um prédio grande, eu acredito que tem recursos para atender às nossas necessidades, eu gostei e acho que ao longo do ano vamos nos acostumando cada vez mais. Não é nosso prédio original, mas já podemos chamar de nosso lar”, destacou a aluna.

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