O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), afirmou nesta terça-feira (24), que não é a primeira vez que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) teria se mostrado omissa, lembrando escândalos de fraudes anteriores, e que “nada foi feito”.

A manifestação do senador amazonense ocorreu no momento em que a Comissão do Banco Master do Senado cobrou o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Carlos Accioly, por suposta omissão da instituição na fiscalização do Banco Master, acusado de fraude bilionária no mercado de capitais.

Conforme lembrou Braga, a omissão não prejudicou apenas o fundo garantidor e milhões de investidores que acreditaram no sistema, na credibilidade e na transparência, investiram no banco Master mas, também, o povo brasileiro.

“Estamos falando de milhares, eu diria, de milhões de brasileiros que estão sendo prejudicados porque o dinheiro do seu fundo de previdência evaporou-se de forma criminosa. E não dá pra dizer que a CVM não foi omissa.”. “Não dá para dizer que a CVM não foi omissa, me perdoem”, destaca.

Braga lembrou, ainda, que embora a CVM regule o fundo e o mercado de capitais, a saúde bancária estrita, o caixa do banco é área do Banco Central e que por isso tanto o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, quanto o ex-presidente, Roberto Campos, precisam comparecer à comissão para se explicaram.

O senador Eduardo Braga sugeriu ainda que a CVM poderia estar envolvida em casos que vão além da omissão, destacando que o Banco Master teria usado o dinheiro dos clientes para “tapar os buracos” no orçamento da instituição.

“Eu estou dizendo a palavra e o adjetivo omissão porque eu quero ser politicamente correto. O nome disso, lamentavelmente, não é omissão”, completou Eduardo Braga no contexto de uma fala sobre possível conflito de interesses.

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