Tadeu de Souza reforça postura institucional e afirma que não comentará investigações em andamento: “Meu compromisso é com o interesse do povo”

O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, elevou o tom nesta quarta-feira (24) ao se posicionar sobre os desdobramentos da Operação Erga Omnes e foi direto ao afirmar que não entrará em disputas políticas em meio à investigação. “Eu não vou ser tragado por essa guerra de versões e acusações”, declarou.

A manifestação ocorreu após a abertura do ano letivo de 2026 do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), evento que marcou o início das aulas para 7.675 novos alunos na capital e contou com a presença do governador Wilson Lima.

Ao ser questionado sobre a operação policial, Tadeu ressaltou sua condição de operador do Direito e afirmou que, por dever profissional, não pode comentar investigações em andamento.

“Até pela parte de eu ser operador do Direito, eu fico impossibilitado, e até por dever profissional, não se comenta investigação em andamento. Eu não vou ser tragado por essa guerra de versões e acusações por respeito às instituições que têm o dever legal de apurar e garantir a quem está sendo acusado o devido processo legal”, afirmou.

Blindagem contra interferências pessoais

O vice-governador também abordou questionamentos sobre seu posicionamento político-partidário e fez questão de separar relações pessoais das responsabilidades institucionais.

Segundo ele, amizades e vínculos familiares não podem interferir nas decisões e no exercício do cargo.

“Essas relações pessoais, de amizade e familiares, não podem intoxicar nem contaminar os deveres e a responsabilidade do cargo de vice-governador. Eu me blindo e me policio para que essas relações não se contaminem nem intoxiquem aquilo que é mais importante, que é o interesse do povo”, declarou.

Tadeu afirmou ainda que carrega esse princípio como um “mantra” desde que assumiu o cargo, reforçando que sua prioridade é tratar de pautas voltadas ao interesse coletivo.

A Operação Erga Omnes, deflagrada na última sexta-feira (20), teve como alvo uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão em Manaus.

Em meio à repercussão política da ação, o vice-governador sinaliza que manterá postura institucional, evitando embates públicos enquanto as apurações seguem em curso.

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