A declaração do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, de que o Brasil não produz smartphones provocou reação imediata no Amazonas. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Serafim Corrêa, classificou a fala como “mentira” e acusou o parlamentar de desinformação.

A controvérsia começou após Flávio criticar a decisão do governo federal de elevar o Imposto de Importação sobre 1.252 produtos dos setores de máquinas, equipamentos e tecnologia, incluindo celulares e computadores. Ao comentar o tema, o senador afirmou que o Brasil não fabrica smartphones e que a medida teria apenas caráter arrecadatório.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Serafim reagiu de forma direta. Segundo ele, a afirmação ignora a realidade industrial da Zona Franca de Manaus, polo responsável por parte significativa da produção nacional de eletroeletrônicos.

“O Brasil produz, sim, smartphone. E sabe onde o Brasil produz? Aqui na Zona Franca de Manaus. No ano passado foram 11 milhões de aparelhos, com faturamento superior a R$ 14 bilhões”, declarou o secretário.

Defesa da indústria amazonense

Serafim ressaltou que a indústria instalada no Polo Industrial de Manaus é estratégica para a economia do Amazonas e para a geração de empregos no estado. Ele afirmou que discursos que desconsideram a produção local prejudicam o reconhecimento do modelo econômico da Zona Franca.

A fala do secretário ocorre em meio ao debate nacional sobre política industrial, incentivos fiscais e medidas de proteção ao setor produtivo brasileiro, especialmente na área de tecnologia.

O episódio reacende discussões sobre o papel da indústria da Zona Franca na produção de bens eletrônicos e sobre a importância do modelo para a economia regional e nacional.

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