
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), conhecido como Guarda Revolucionária do Irã, emitiu um apelo urgente por união entre os iranianos favoráveis ao governo teocrático. A manifestação foi divulgada nesta terça-feira (3/3) pelo comandante da Força Aérea iraniana, general de brigada Majid Mousavi, destacando que o país atravessa um “momento sensível em sua história e era civilizacional”.
O general Mousavi exortou a população a manter a “sagrada unidade”, dirigindo-se aos “iranianos conscientes e responsáveis” para que permaneçam “unidos e coesos, guardiões da sagrada unidade e herdeiros dos preciosos legados dos Imames da Revolução Islâmica”. Ele enfatizou que a paciência e a presença no campo serão motivo de orgulho para a comunidade islâmica e os povos livres do mundo.
Contexto Político Após Morte de Líder Supremo
O apelo da Guarda Revolucionária surge em um cenário de instabilidade, intensificado pela morte do aiatolá Ali Khamenei no último sábado (28/2). Desde então, o país persa tem sido palco de protestos favoráveis à administração atual, que já nomeou o aiatolá Alireza Arafi como líder supremo interino e está em processo de articulação para a renovação do governo teocrático, mesmo em meio ao contexto de guerra.
A situação interna é agravada pelas pressões externas. Apesar das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o objetivo principal do conflito é destruir a capacidade militar do Irã, recentes ataques de Israel contra Teerã sugerem que o futuro político do país persa também é um alvo estratégico.
Ataque Israelense ao Edifício da Assembleia dos Peritos
Nesta terça-feira, as Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram um ataque contra o edifício usado pela Assembleia dos Peritos do Irã. Este órgão, composto por líderes religiosos, tem a crucial tarefa de escolher o sucessor de Khamenei, tornando o ataque um movimento com fortes implicações políticas.
A mídia estatal do Irã, contudo, minimizou a importância do bombardeio. Fontes do governo iraniano afirmaram que nenhum dos 88 aiatolás que compõem a Assembleia estaria reunido no prédio no momento do ataque, buscando descredibilizar a eficácia da ofensiva israelense e seu impacto na estrutura de poder iraniana.
Conforme o contexto do usuário, as demandas dos protestos iranianos se expandiram, incluindo chamadas para o fim do governo teocrático, o que representa o mais severo e sangrento levante desde a revolução de 1979. Um clérigo iraniano sênior chegou a pedir a execução de manifestantes, descrevendo-os como “mordomos” e “soldados” de Israel e dos Estados Unidos, e prometendo que esses países “não deveriam esperar por paz”. A Guarda Revolucionária e os apoiadores de Ali Khamenei saíram às ruas em solidariedade ao governo, com o próprio Khamenei afirmando que a “nação iraniana deve esmagar a sedição, assim como esmagou a sedição”. Em contraste, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, encorajou os manifestantes a continuar até a queda do regime, prometendo que “a ajuda está a caminho”.
Com informações de Metrópoles







