Ruínas do ataque israelense a escola no Irã, segundo relatos da mídia estatal • POOL VIA WANA

O chefe de ajuda humanitária da ONU alertou para as consequências cada vez mais difíceis da guerra com o Irã.

Enquanto civis sofrem com ataques que atingem casas, hospitais e escolas em todo o Oriente Médio, a violência incessante limita a capacidade de resposta da ONU, afirmou Tom Fletcher em um comunicado.

O fechamento do espaço aéreo impede a rotatividade de funcionários, ainda segundo Fletcher, e embora ele tenha ativado planos de contingência, “a presença limitada de ONGs internacionais e o espaço operacional restrito no Irã tornam o desafio ainda maior”.

“Se as rotas de energia ou corredores marítimos, como o Estreito de Ormuz, continuarem sendo interrompidos, os preços dos alimentos dispararão, os sistemas de saúde ficarão sobrecarregados e o fornecimento de itens básicos será ainda mais escasso em países que dependem de importações”, pontuou.

O Estreito de Ormuz é um estreito canal na costa do Irã por onde passa quase 20% do consumo mundial de petróleo.

O Irã prometeu atacar qualquer navio que tente atravessar o canal, e os preços do petróleo dispararam, já que a guerra praticamente interrompeu o fluxo de petróleo pelo Canal da Mancha.

No Líbano, onde os militares israelenses afirmaram estar atacando Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, a ONU informou que a ofensiva matou dezenas de pessoas e causaram deslocamentos em larga escala.

Mais de 60 mil pessoas estão abrigadas em 330 locais, em meio a alertas de desocupação emitidos por Israel para mais de 100 cidades e vilarejos, segundo a ONU.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

Com informações de CNN Brasil.

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