Foto: Divulgação/Sema

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) mobilizou moradores nas comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uatumã com foco na organização e fortalecimento do grupo de Agentes Ambientais Voluntários (AAV) da Unidade de Conservação.

A agenda, ocorrida em fevereiro, teve como objetivo preparar as comunidades para a Capacitação e Atualização dos AAV, prevista para os dias 13 e 14 de março. Durante a mobilização, a equipe da Sema visitou as comunidades Bom Jesus, Santa Luzia do Jacarequara, Nova Jerusalém “Amaro”, Caioé, Santa Helena do Abacate, São Francisco do Caribi, Nossa Senhora do Livramento e Enseada.

“Nosso objetivo é garantir que cada comunidade esteja representada e que os Agentes Ambientais Voluntários estejam alinhados com as diretrizes de gestão da Unidade”, afirmou a assessora técnica do Departamento de Mudanças Climáticas e Unidades de Conservação (Demuc), Edilene Neri.

Nas reuniões, foram apresentados os objetivos da capacitação, realizados esclarecimentos sobre o papel dos voluntários e entregues materiais como folder do programa, ficha de cadastro e modelo de ata para indicação formal de representantes.

A atividade também permitiu atualizar o quadro de voluntários da Unidade, já que foi identificado que alguns agentes anteriormente cadastrados não residem mais na RDS Uatumã. A atualização garante que a atuação dos AAVs esteja de acordo com a realidade atual das comunidades.

O que são os AAV?

Agentes Ambientais Voluntários são moradores das próprias comunidades que atuam de forma colaborativa com a gestão da Unidade de Conservação. Entre as atribuições dos AAVs estão a orientação sobre boas práticas ambientais, o apoio em atividades de educação ambiental, o acompanhamento de ações desenvolvidas pela gestão da Unidade e a comunicação de ocorrências que possam impactar o território.

Por residirem nas comunidades, esses agentes contribuem para ampliar o diálogo entre a Sema e os moradores, fortalecendo a responsabilidade compartilhada na conservação dos recursos naturais. Eles não substituem o poder público nem exercem função de fiscalização, mas desempenham papel estratégico de apoio, comunicação e mobilização local.

Em Unidades de Conservação de uso sustentável, onde há presença de populações tradicionais e atividades produtivas compatíveis com a conservação, a formação periódica dos AAVs assegura que os representantes estejam atualizados quanto às normas, instrumentos de gestão e diretrizes ambientais aplicáveis à área.

Áreas Protegidas

A atividade foi financiada por recursos do Programa ARPA (Áreas Protegidas da Amazônia), uma iniciativa conjunta patrocinada por agências governamentais e não governamentais para expandir a proteção da floresta amazônica. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, tem o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) como gestor e executor financeiro. No Amazonas, é executado por meio da Sema, em 24 Unidades de Conservação do Estado.

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