Vista aérea de Bandar Abbas, cidade portuária iraniana no Golfo Pérsico, com vários portos e intenso tráfego de navios, no Estreito de Ormuz, no Irã • Germán Vogel/Getty Images

Um dia após resgatar sobreviventes de um navio de guerra iraniano atingido pelos Estados Unidos, o Sri Lanka anunciou nesta quinta-feira (5) o resgate de tripulantes de um segundo navio da Marinha iraniana.

A embarcação, o IRIS Bushehr, havia solicitado permissão para atracar em um porto do Sri Lanka após um de seus motores sofrer danos não especificados, afirmou o presidente do país, Anura Kumara Dissanayake.

O Sri Lanka, um país neutro, avaliou as obrigações internacionais e decidiu assumir a custódia tanto do navio quanto da tripulação após consultar as embaixadas competentes, incluindo a do Irã, disse o presidente.

O governo lançou uma operação de resgate para retirar 208 pessoas do Bushehr e levá-las para terra no Porto de Colombo. A embarcação, por sua vez, será levada para o Porto de Trincomalee.

“Adotamos uma posição muito clara”, disse o presidente. “Não agimos de forma tendenciosa em relação a nenhum Estado, nem nos submetemos a nenhum Estado.”

A decisão de assumir a custódia do Bushehr e sua tripulação ocorre um dia depois de o Sri Lanka ter resgatado 32 pessoas do navio de guerra iraniano IRIS Dena, que os EUA destruíram com um torpedo, matando mais de 80 pessoas.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

Com informações de CNN Brasil.

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