
Estudo “Viver nas Cidades Mulheres 2026”, realizado pelo instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec, com apoio do Sesc-SP e da Fundação Grupo Volkswagen, aponta que 72% das mulheres em Manaus dizem já ter sofrido assédio em algum momento da vida. O percentual coloca a capital amazonense entre as cidades com percentual acima da média nacional.
Além de Manaus, participaram do estudo as cidades de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Goiânia. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Manaus aparece com 72%, acima da média geral do levantamento, que foi de 71%. Porto Alegre registrou 79%, Recife 77% e Rio de Janeiro 77%.
A pesquisa também apontou que o grupo etário com maior incidência de relatos de assédio é o de mulheres entre 45 e 59 anos.
Quando questionados sobre medidas consideradas eficazes para combater a violência contra mulheres, 59% das entrevistadas indicaram o aumento das penas para agressores, enquanto 52% citaram a ampliação de serviços de proteção às vítimas.
De acordo com a pesquisa, 56% das mulheres entrevistadas relataram ocorrências na rua ou em espaços públicos, como praças e parques, e 51% no transporte público. Também foram registrados relatos de assédio no ambiente de trabalho (38%), em bares e casas noturnas (33%), no ambiente familiar (28%) e em transporte particular, como táxis ou carros por aplicativo (17%).
O levantamento também abordou a percepção sobre divisão de tarefas domésticas.
Entre os homens entrevistados, 51% afirmaram que as atividades domésticas são divididas igualmente, enquanto 29% das mulheres disseram perceber essa divisão como igualitária. Entre elas, 43% afirmaram realizar a maior parte dessas tarefas.
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