A Prefeitura de Manaus, em nota divulgada nesta segunda-feira, 09, informou que são falsas as notícias sobre a aplicação de recursos do município, de seus servidores ou de contribuintes em instituições do conglomerado Master.

De acordo com a nota, houve apenas dois convênios para oferta de empréstimos consignados para servidores, aposentados e pensionistas do município que manifestassem interesse, sem caráter de exclusividade, com taxas de juros, prazos e condições negociadas individualmente por eles. Ambos foram encerrados e não renovados pelo município.

Diferente com a nota, ano passado, a Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) a operação “Sine Consensu” contra três servidores da Amazonprev, fundo de previdência dos servidores do Amazonas.

A investigação apura suspeitas de irregularidades em investimentos milionários realizados pela instituição. Uma auditoria do Ministério da Previdência identificou cinco operações consideradas suspeitas, entre elas uma envolvendo o Banco Master.

A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de três servidores por 90 dias e autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Manaus e no Rio de Janeiro.

Segundo a PF, entre junho e setembro de 2024, a Amazonprev aplicou cerca de R$ 390 milhões em Letras Financeiras de bancos privados, contrariando recomendações anteriores do Comitê de Investimentos.

As investigações apontam fragilidades no processo decisório, falhas de governança, descumprimento de normas de gestão previdenciária e possível prática de crimes como gestão temerária e corrupção ativa e passiva.

Na semana passada, novas informações sobre o tema inundaram os sites de notícia, dando conta de que a Fundação de Previdência do Estado do Amazonas (Amazonprev) investiu R$ 50 milhões em Letras Financeiras do Banco Master em junho de 2024, antes de a instituição entrar em processo de liquidação.

As informações foram colhidas do Relatório Anual de Investimentos de 2024, disponível no site da fundação.

Segundo o documento, a compra foi feita em 6 de junho de 2024, com vencimento previsto para 6 de junho de 2034. Não há registro em ata que comprove a aprovação da operação, apesar de esse ser um procedimento obrigatório pelas normas internas da Amazonprev.

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