A jovem de 17 anos, vítima de um estupro coletivo em Copacabana (RJ), sofreu lesões nas partes íntimas, nas costas, nas nádegas e teve suspeita de uma fratura na costela após o crime. As agressões sucessivas foram constatadas pelo laudo pericial, resultado do exame no qual a adolescente foi submetida no Instituto Médico Legal (IML).

A vítima sofreu o estupro coletivo em 31 de janeiro, após receber um convite de um adolescente, ex-namorado dela, para ir ao apartamento de um amigo, em Copacabana. No prédio, o jovem insinuou que fariam “algo diferente” e, mesmo com a recusa dela, os cinco suspeitos a conduziram para um quarto, onde ela ficou trancada, sendo agredida e estuprada.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Ângelo Lajes, após o crime sexual, a adolescente prestou depoimento à polícia para realizar o boletim de ocorrência. Ela foi encaminhada ao IML para passar pelo exame de corpo de delito. O delegado disse ao site Metrópoles que o resultado do laudo coincidia com as declarações dela.

“Ela sofreu lesões nos órgãos genitais, nas costas, nas nádegas e o perito suspeitou de uma possível fratura na costela. Isso bate exatamente com as declarações dela, inclusive, o perito deixou isso muito bem confirmado no laudo pericial. Isso deu uma certeza grande do crime pra gente”, declarou Lages.

O delegado enfatizou que o resultado do exame apontava exatamente com o depoimento da vítima, incluindo a possível fratura na costela. A vítima contou que, durante as agressões, os suspeitos desferiram chutes em sua costela, o que pode ter causado a lesão.

“Quando ela conta para gente o que sofreu, ela diz que foi desferido um chute muito forte nesta região dela costela. Que possivelmente foi o que levou uma possível fissura na costela. Não sei se ela chegou a fazer um exame de imagem mas para isso precisaria fazer um exame de imagem para constatar”, disse o delegado.

Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho foram encaminhados para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte da capital. O adolescente se entregou à polícia.

Todos respondem pelos crimes de estupro com agravante pela vítima ser menor de idade e cárcere privado. Com Metrópoles.

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