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O Iraque suspendeu as operações em todos os seus portos de petróleo na quarta-feira (11/3), após um ataque iraniano atingir dois navios petroleiros que haviam embarcado no porto de al-Faw — a única saída marítima do país. Desde o início do conflito no Oriente Médio, 17 embarcações sofreram ataques no Golfo Pérsico, sendo seis delas atingidas apenas na noite anterior.

Os navios atacados

Os dois petroleiros alvejados em águas territoriais iraquianas foram:

  • Safesea Vishnu — bandeira das Ilhas Marshall, fretado por empresa iraquiana contratada pela Organização Estatal Iraquiana para a Comercialização de Petróleo (Somo)
  • Zefyros — bandeira de Malta, carregado com condensado da Basra Gas Company

Segundo funcionários portuários, ambas as embarcações haviam acabado de carregar combustível quando foram atacadas na área de carregamento.

Impacto no mercado global de petróleo

O transporte marítimo no Golfo Pérsico e ao longo do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — praticamente parou desde que EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irã em 28 de fevereiro. Com isso, os preços globais do petróleo dispararam, ultrapassando US$ 100 o barril.

Ainda na quarta-feira, Teerã alertou que o mundo deveria se preparar para o petróleo a US$ 200 o barril, desafiando a afirmação de Trump de que os EUA já haviam vencido a guerra. A Guarda Revolucionária do Irã foi direta: se os ataques continuassem, não permitiria que “um litro de petróleo” fosse enviado do Oriente Médio para EUA, Israel ou seus parceiros.

Resposta de Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu afirmando que Washington atacaria o Irã com mais força caso o país bloqueasse as exportações de petróleo. Segundo ele, as companhias petrolíferas deveriam continuar utilizando o estreito porque “praticamente toda a marinha [do Irã] foi dizimada”.

Com informações de Metrópoles

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