Rafaela Felicciano/Metrópoles

Um stalking que perseguiu e ameaçou uma mulher desde da adolescência foi preso por policiais da Delegacia de Atendimento à Mulher(Deam) na última quarta-feira (11/3) em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A perseguição começou quando a vítima ainda era menor de idade em 2016, quando tinha apenas 12 anos. As interações se iniciaram em um grupo de mensagens sobre anime e RPG. A adolescente tentou interromper o contato com o perfil, mas o homem desde então passou a ameaçar e chantagear a vítima afirmando que possuía imagens íntimas dela, e conseguiu acesso indevido às redes sociais da menina.

Em 2025, o criminoso iniciou intimidações por outros meios e passou a enviar transferências bancárias no valor de R$0,01 à vítima, acompanhadas de mensagens insistentes para restabelecer contato.

O criminoso chegou a criar um canal em uma rede social com o nome da menina, além de perfis em plataformas adultas, enviando deliberadamente os links para a vítima. Segundo a polícia, o objetivo não era financeiro, mas psicológico. Ele pretendia mexer psicologicamente com a vítima com humilhações, reafirmação de poder e demonstração de vulnerabilidade.

De acordo com as investigações, o stalker utilizou múltiplas identidades digitais, para continuar com as chantagens e ameaças durante oito anos. O criminoso se escondia atrás de dezenas de nomes, e-mails, números de telefone e perfis falsos no ambiente virtual, mas a vítima reconhecia o mesmo modus operandi.

Durante as investigações, os agentes identificaram dezenas de e-mails, números de telefone e contas em redes sociais interligadas entre si que possuíam o mesmo dono. Além disso, plataformas digitais e sites de conteúdo adulto foram utilizados como instrumentos de intimidação.

Paralelamente, documentos pessoais, endereços residenciais e vídeos íntimos antigos da menina passaram a circular entre familiares da vítima, que também foram alvos da ação.

A mãe da jovem afirmou que recebeu mensagens nas quais o suspeito dizia ter enviado pessoas para vigiar e invadir a residência da família. Uma prima dela recebeu imagens íntimas da vítima por meio de um perfil falso criado com o nome de uma parente próxima.

Contra o autor, foi cumprido um mandado de prisão preventiva. O celular do homem foi apreendido e passará por perícia. Em depoimento, o criminoso confessou o crime e disse ter solicitado e recebido imagens da vítima quando ela ainda era menor de idade, além de ter mobilizado terceiros para intimidar a família.

As investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas e localizar envolvidos no crime.

Com informações do Metrópoles.

Artigo anteriorBolsas da Ásia fecham em queda com alta do petróleo em meio à guerra
Próximo artigoNikolas convoca mulheres contra Erika Hilton em comando de comissão