
O principal aumento no endividamento das famílias brasileiras em fevereiro ocorreu para os núcleos com renda acima de dez salários mínimos — cerca de R$ 16,2 mil por mês. No geral, o endividamento ficou em 80,2%, o maior da série histórica, de acordo com a nova pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nessa quarta-feira (11/3).
O índice de endividamento consiste nas famílias que relataram ter dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.
Na faixa de 0 a 3 salários mínimos, o endividamento passou de 82,5% para 82,9% de janeiro para fevereiro. No grupo de renda de 3 a 5 salários mínimos o índice foi de 82,2% para 82,9%.
Quando é verificada a parcela com renda de 5 a 10 salários mínimos, o acréscimo foi 0,5 ponto percentual o que fez o índice chegar a 78,7%. Para as famílias que recebem dez ou mais salários mínimos a taxa variou de 68,3% para 69,3%, a maior elevação, de 1 ponto percentual.
Crescimento da inadimplência por faixa:
- 0 a 3 salários mínimos: ponto percentual 0,4 (p.p)
- 3 a 5 salários mínimos: 0,7 (p.p)
- 5 a 10 salários mínimos: 0,5 (p.p)
- mais do que 10 salários mínimos: 1 (p.p).
Também houve aumento na inadimplência, com a taxa atingido o maior patamar desde novembro do ano passado (30%). Após três meses de retração, o índice voltou a aumentar, atingindo 29,6% dos entrevistados.
Comprometimento da renda
A parcela dos consumidores que tem mais da metade da renda vinculada a dívidas ficou estável, em 19,5%, após registrar alta por dois meses consecutivos.
Para 56,1% das famílias, o comprometimento da renda com dívidas varia de 11% a 50%. No entanto, o percentual médio de comprometimento da renda com dívidas ficou em 29,7% em fevereiro deste ano. No mesmo mês de 2025, o resultado foi de 29,9%.







