Dhyeizo Lemos / Semcom-Prefeito, Valdo Lopes / Semcom e Juan Sullivan / Semcom

O prefeito de Manaus, David Almeida, visitou neste domingo (15/3) a Praia da Ponta Branca, no bairro Educandos, zona Sul da capital, após a revitalização do espaço coordenada pela Prefeitura de Manaus em parceria com a Marinha do Brasil. O local, abandonado há anos, voltou a receber moradores para banho de rio, prática esportiva e convivência familiar às margens do rio Negro.

A revitalização

Mesmo não sendo área de responsabilidade direta do município, a prefeitura coordenou uma força-tarefa com equipes da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), que atuaram na:

  • Retirada de resíduos e embarcações antigas
  • Limpeza da faixa de areia
  • Organização do espaço para uso seguro pela população

O secretário Sabá Reis destacou o esforço das equipes:

“Essa área estava abandonada há muitos anos. As equipes da Semulsp realizaram um trabalho intenso de limpeza, retirada de resíduos e organização da faixa de areia para que o local voltasse a ser frequentado pelas famílias”.

O gesto simbólico do prefeito

Durante a visita, David Almeida entrou no rio e tomou um mergulho ao lado de moradores da região — gesto que simbolizou a retomada do espaço pela população. O prefeito destacou o valor histórico e afetivo do local:

“A Ponta Branca faz parte da memória afetiva de Manaus. Muito antes da Ponta Negra se tornar o grande balneário da cidade, era aqui que as famílias da zona Sul vinham tomar banho de rio, jogar futebol na areia e passar os fins de semana. Resgatar esse espaço é devolver à população um pedaço da história da cidade”.

O histórico da Ponta Branca

Localizada em Educandos, uma das áreas mais antigas de Manaus, a praia marcou gerações de moradores da zona Sul:

  • Décadas de uso popular — especialmente até os anos 1980, reunia banhistas, campeonatos de futebol e encontros entre moradores de bairros como Cachoeirinha, Praça 14 e Morro da Liberdade
  • Catraias — pequenas embarcações que serviam de transporte coletivo entre o Centro e bairros ribeirinhos reforçavam a ligação histórica com o rio Negro
  • Com o crescimento urbano e a consolidação da Praia da Ponta Negra, o espaço foi perdendo estrutura e entrou em processo de abandono

A moradora Maria do Socorro Silva, 62 anos, resumiu o sentimento da comunidade:

“Eu cresci vindo para a Ponta Branca com a minha família. Era aqui que a gente passava os domingos, tomava banho de rio e encontrava os amigos do bairro. Ver esse lugar recuperado traz muita alegria e muita lembrança boa para quem é daqui”.

Próximos passos

A prefeitura estuda ampliar a faixa de areia da praia em diálogo com a Marinha do Brasil, já que a área pertence à União. A reabertura reacende a memória afetiva de moradores antigos e devolve à cidade um dos primeiros espaços de lazer popular às margens do rio Negro.

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