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Um estudo desenvolvido com animais demonstrou que a natação é mais eficaz que a corrida no processo de crescimento saudável do coração. A pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foi publicada na revista Scientific Reports, em janeiro deste ano.

Segundo o trabalho, a vantagem da natação sobre a corrida está na modulação dos microRNAs, que controlam diferentes adaptações no coração, como crescimento das células cardíacas, formação de novos vasos sanguíneos (angiogênese), proteção contra a morte celular e regulação da contratilidade e das respostas ao estresse oxidativo.

“Embora diversos estudos já tivessem examinado a expressão de microRNAs regulados pelo treinamento aeróbico em geral, pouco se sabia sobre os padrões de expressão quando natação e corrida eram comparadas no mesmo ambiente experimental. Portanto, esse estudo traz a novidade de que existe uma distinção nos efeitos cardiovasculares entre essas duas modalidades”, explica Andrey Jorge Serra, professor da Unifesp e coordenador do estudo apoiado pela FAPESP.

Para atingir esse resultado, os pesquisadores submeteram ratos a um protocolo de oito semanas de treinamento, com sessões diárias de 60 minutos por dia, cinco vezes por semana. Os animais foram divididos em três grupos: os que não treinaram, os que realizaram apenas o treinamento de corrida e os que fizeram só o de natação e os que não participaram do treinamento

Corrida e natação melhoraram a aptidão física dos roedores. No entanto, apenas a natação promoveu mudanças estruturais significativas no coração, como aumento da massa cardíaca e do ventrículo esquerdo, enquanto a corrida não apresentou diferenças relevantes em relação aos animais sedentários.

Com informações de Itatiai.

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