Reprodução / Redes Sociais

A morte do engenheiro eletricista Matheus Vicente Correia, de 24 anos, horas após o próprio casamento, ganhou um novo capítulo nas redes sociais após familiares relatarem que a loja responsável pelo aluguel do terno teria cobrado uma multa de R$ 2,5 mil porque a roupa ficou danificada durante as tentativas de reanimação para salvar a vida do noivo. O caso ocorreu em Goiânia, no último sábado (28/3).

Segundo familiares, o terno foi danificado enquanto pessoas tentavam salvar a vida de Matheus logo após a cerimônia. Quando a peça foi devolvida à loja, os responsáveis teriam informado que seria necessário pagar a multa pelo dano na roupa.

A situação ganhou repercussão e as mensagens sobre a cobrança passaram a circular nas redes sociais com milhares de pessoas se solidarizando com à viúva, Ana Karolina Freitas.

De acordo com a irmã do noivo, Débora Fernanda, a família chegou a procurar a loja para tentar resolver a situação. Segundo ela, um funcionário informou que havia conversado com o proprietário e que o valor do aluguel já pago poderia ser abatido, restando R$ 2,5 mil a serem quitados, inclusive com possibilidade de parcelamento.

Após a repercussão nas redes sociais, a empresa divulgou uma nota dizendo lamentar profundamente a morte do noivo e afirmou que não faria qualquer cobrança pelo traje. “Nós, da Labeca, lamentamos profundamente o ocorrido com o noivo Matheus. Houve um mal-entendido. Este não é nosso propósito e, certamente, não haverá cobranças devido ao ocorrido.”

“Esclarecendo também sobre os posts apagados. Os mesmos têm sido e serão feitos por estar vinculados às imagens de outros noivos e casais que não tem nada haver com essa situação, e acreditamos que qualquer um de nós não desejaria ver a sua imagem vinculada a tantos comentários que não condiz com o momento registrado naquela foto”.

Apesar da justificativa da loja, familiares afirmam que houve sim uma tratativa com definição de valor antes da repercussão do caso na internet.

A situação gerou debate nas redes sociais. Alguns internautas criticaram a cobrança. “A família ainda fez muito em devolver o terno. O cara nem tem como ser cobrado”, comentou um usuário. Outro escreveu: “Ainda bem que tem a internet para repercutir e impedir esse tipo de cobrança”.

Outros, avaliaram que a cobrança poderia estar prevista em contrato de aluguel. “Quando você aluga, já existem termos sobre danos à roupa. A única coisa que poderiam ter feito era esperar alguns dias”, opinou uma internauta.

Morte após casamento

Matheus Vicente Correia morreu poucas horas depois da cerimônia de casamento. De acordo com a família, a causa da morte ainda não foi confirmada e aguarda laudo do Instituto Médico Legal (IML), que pode levar até 30 dias para ser concluído.

O casamento ocorreu no Setor Vila Maria Dilce, em Goiânia, e a história ganhou grande repercussão após a cerimonialista Adriana Ramos publicar nas redes sociais um vídeo com imagens da cerimônia e uma homenagem ao casal.

Na publicação, ela descreveu o casamento como um momento “cheio de emoção e cercado por pessoas que o noivo amava”, prestando solidariedade à viúva e à família de Matheus.

Com informações de Metrópoles.

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