O governador interino do Amazonas, Roberto Cidade, deu início às primeiras ações no comando do Estado ao convocar todo o secretariado para uma reunião às 10h desta segunda-feira (6), na sede do governo, no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus. O encontro marca o início efetivo da transição administrativa após a mudança no comando do Executivo.

A reunião, considerada o primeiro ato oficial da nova gestão, tem como principal objetivo alinhar informações e garantir o funcionamento da máquina pública sem interrupções. Cidade já havia sinalizado que a prioridade inicial será ter acesso aos dados da administração estadual para dar continuidade às políticas em andamento.

“É momento de termos tranquilidade e equilíbrio. Vou buscar os dados necessários para iniciar o governo da melhor forma possível, garantindo que tudo continue funcionando”, afirmou.

Sem anunciar alterações no primeiro escalão, o governador interino indicou que pretende preservar a estrutura deixada pelo ex-governador Wilson Lima, incluindo convênios e parcerias firmadas com prefeituras do interior, reforçando uma estratégia de continuidade administrativa.

No campo político, Cidade adotou um discurso conciliador e aberto ao diálogo, inclusive com lideranças com as quais teve divergências recentes, como o prefeito de Manaus, Renato Júnior.

“É momento de união e construção. Não estamos tratando de eleição, mas de governar o Estado”, declarou.

Apesar da postura institucional, o cenário é de intensa movimentação política. A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) já iniciou os trâmites para realização da eleição indireta que definirá o governador definitivo até o fim do mandato.

O presidente da Casa, deputado Adjuto Afonso, afirmou que a Procuradoria da Aleam trabalha na elaboração do edital que dará base jurídica ao processo. A expectativa é que a eleição ocorra antes do prazo máximo de 30 dias.

“A ideia é não utilizar todo o prazo. Precisamos dar segurança jurídica ao processo, mas também avançar com rapidez”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de disputar o cargo de forma definitiva, Roberto Cidade evitou assumir uma candidatura neste momento, mas deixou sinais de que pode entrar na disputa.

“Se for da vontade de Deus e se eu tiver essa honra, vamos trabalhar para deixar nossa marca”, disse.

A movimentação reforça um cenário de transição com forte articulação nos bastidores, onde o discurso de estabilidade convive com a disputa pelo comando definitivo do Amazonas.

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