Syrnerica Pugh (à direita) é consolada enquanto lamenta a morte de seus sobrinhos e sobrinhas em 19 de abril de 2026 em Shreveport, Louisiana. Oito crianças foram mortas e duas mulheres ficaram feridas durante um ataque a tiros nas primeiras horas da manhã, de acordo com as autoridades locais. • Getty Images

O ataque a tiros que deixou ao menos oito crianças mortas na Louisiana, nos Estados Unidos, foi o tiroteio em massa mais letal no país desde janeiro de 2024.

De acordo com o grupo Gun Violence Archive, que assim como a CNN define um “tiroteio em massa” como aquele em que quatro ou mais pessoas são baleadas (não incluindo o atirador), já ocorreram pelo menos 114 tiroteios em massa nos EUA em 2026.

As crianças que morreram tinham entre 1 e 12 anos, disse o cabo Chris Bordelon, da polícia de Shreveport, à CNN. A polícia havia informado anteriormente que as idades variavam de 1 a 14 anos.

O atirador, segundo a polícia, era pai de sete das oito crianças que foram mortas.

“Ainda estamos trabalhando para determinar o motivo completo e entender por que isso aconteceu, mas trata-se de um caso de natureza doméstica”, disse Bordelon à afiliada da CNN, KSLA.

Bordelon identificou o atirador como Shamar Elkins.

Ele disse que o suspeito foi preso em 2019 por porte ilegal de arma de fogo. Elkins serviu na Guarda Nacional do Exército da Louisiana por sete anos, até agosto de 2020, segundo o Exército dos EUA.

Um menino de 13 anos ficou ferido após fugir de casa e pular do telhado, disse Bordelon à KSLA. Ele sofreu algumas fraturas, mas a expectativa é que ele se recupere, afirmou.

Duas mulheres adultas, incluindo a mãe dos filhos de Elkins, também foram baleadas no ataque de domingo, disse Bordelon à KSLA. A mãe das crianças sofreu ferimentos muito graves e a outra mulher, mãe da oitava criança, sofreu ferimentos que ameaçam sua vida, acrescentou ele.

O atirador foi morto a tiros por policiais após roubar um carro e iniciar uma perseguição policial. A Polícia Estadual da Louisiana está investigando o tiroteio envolvendo policiais.

Com informações de CNN Brasil.
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