
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio da 8ª Promotoria de Justiça de Itajaí, deflagrou nesta terça-feira (5) a Operação “Efeito Colateral”, que investiga um esquema de fraude em atestados médicos utilizado para garantir prisão domiciliar a detentos do Complexo Penitenciário de Itajaí, em Santa Catarina.
Entre os alvos da operação estão uma advogada e um médico suspeitos de atuar em conjunto para emitir documentos médicos falsos com o objetivo de beneficiar presos ligados ao crime organizado.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, os investigados produziam atestados ideologicamente falsos, simulando doenças graves e comorbidades inexistentes para fundamentar pedidos de prisão domiciliar junto ao Judiciário.
As investigações apontam que a maioria dos beneficiados pelo esquema eram lideranças criminosas. Após conseguirem a prisão domiciliar, muitos rompiam as tornozeleiras eletrônicas e passavam à condição de foragidos.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão e 37 mandados de busca e apreensão em cidades como Itajaí, Balneário Camboriú, Joinville, Navegantes e também em municípios do Paraná.
As equipes apreenderam mais de R$ 100 mil em dinheiro, três armas de fogo, 64 munições, além de 18 celulares e outros equipamentos eletrônicos.
Segundo as autoridades, durante o cumprimento de um dos mandados houve resistência por parte de um investigado, que efetuou disparos de arma de fogo. Um policial militar foi atingido, recebeu atendimento médico e apresenta estado de saúde estável.
O suspeito responsável pelos tiros foi preso em flagrante.
O nome da operação, “Efeito Colateral”, faz referência ao uso indevido da medicina para favorecer práticas criminosas, comprometendo a credibilidade do sistema de Justiça.
Os materiais apreendidos serão submetidos à perícia da Polícia Científica para aprofundar as investigações, que seguem sob sigilo judicial.







