Segundo o DCE da USP, ao menos 30 mil pessoas participaram da manifestação que iniciou no Largo da Batata. • Bruno Melander e Guilherme Farpa

Professores da Universidade de São Paulo aprovaram nesta segunda-feira (25) adesão à greve estudantil que mobiliza universidades estaduais paulistas.

A decisão foi tomada durante assembleia geral da Adusp, que definiu o início imediato da paralisação e convocou uma nova reunião para o dia 1º de junho.

Reivindicações dos docentes

Segundo a Adusp, os professores defendem a retomada das negociações entre o Cruesp, o Fórum das Seis, a reitoria da USP e representantes estudantis.

Entre as principais reivindicações estão:

  • reajuste salarial com reposição do IPCA mais 3%;
  • aumento do valor do PAPFE;
  • reorganização do semestre acadêmico;
  • garantia de não punição aos estudantes envolvidos nos protestos.

Os docentes também cobram apuração sobre a atuação da Polícia Militar durante a desocupação da reitoria da universidade.

Vigília em frente à reitoria

A associação convocou uma vigília para esta terça-feira (26), em frente à reitoria da USP, durante reunião do Conselho Universitário.

O movimento ocorre em meio à ampliação da mobilização estudantil nas universidades estaduais paulistas.

Movimento estudantil

Na última semana, representantes do Governo de São Paulo receberam estudantes da USP, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e da Universidade Estadual de Campinas para discutir as reivindicações do movimento grevista.

Segundo o DCE Livre da USP, os estudantes também pedem retratação pública pela ação policial na reitoria e o arquivamento do inquérito que investiga manifestantes.

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