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O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste domingo (2) a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições presidenciais de 2026. A homologação ocorreu durante a Convenção Nacional da legenda, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, e confirmou também o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como candidato à reeleição na chapa.

Esta será a sétima disputa presidencial de Lula desde a redemocratização do país. O petista venceu as eleições de 2002, 2006 e 2022 e foi derrotado nos pleitos de 1989, 1994 e 1998. Agora, busca conquistar um quarto mandato à frente da Presidência da República.

A convenção adotou um formato diferente dos anos anteriores. Antes da chegada de Lula ao palco, lideranças do partido participaram de uma transmissão ao vivo em um modelo semelhante a um pré-evento, com entrevistas, discursos e apresentações exibidas tanto para os militantes presentes quanto para o público que acompanhava pela internet.

A formalização da chapa ocorreu em uma cerimônia reservada às autoridades partidárias. Além do PT e do PSB, a coligação reúne PCdoB e PV, integrantes da Federação Brasil da Esperança, além de Psol e Rede Sustentabilidade.

Durante a abertura do evento, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, convocou a militância a intensificar a campanha nos estados e municípios. Segundo ele, a estratégia será ampliar o contato direto com os eleitores para divulgar programas e ações do governo federal, como o Desenrola, o Pé-de-Meia, obras públicas e iniciativas voltadas para empreendedores e trabalhadores por aplicativo.

Edinho afirmou que o partido pretende fortalecer a mobilização nos bairros, comunidades e cidades, incentivando os militantes a dialogarem com familiares, vizinhos e eleitores sobre os resultados do governo Lula.

Ao longo da convenção, os discursos foram intercalados com vídeos da campanha, jingles e peças institucionais. Também participaram do evento diversas lideranças políticas, entre elas Benedita da Silva, candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro; a ministra das Mulheres, Márcia Lopes; o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos; o senador Rogério Carvalho (PT-SE); o deputado Zeca Dirceu (PT-PR); o presidente do PDT, Carlos Lupi; e as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, candidatas ao Senado por São Paulo.

Os pronunciamentos reforçaram os principais eixos da campanha petista, como a defesa da democracia, da soberania nacional e das políticas sociais, além de críticas à oposição e a manifestações consideradas interferências externas no processo eleitoral brasileiro.

Embora a convenção represente a etapa oficial de homologação da candidatura, a coordenação da campanha considera o ato marcado para 16 de agosto como o início efetivo da disputa eleitoral. A expectativa é reunir cerca de 30 mil apoiadores no Estádio 1º de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no primeiro dia autorizado pela Justiça Eleitoral para a realização de atos de campanha e propaganda eleitoral.

A escolha do estádio tem forte valor simbólico para o PT. Foi na Vila Euclides, durante as greves do ABC paulista no fim da década de 1970, que Lula ganhou projeção nacional como líder sindical, movimento que culminou na criação do Partido dos Trabalhadores e, posteriormente, em sua trajetória na política nacional.

Em seu discurso, Edinho Silva destacou a importância histórica do local, afirmando que a Vila Euclides representa o nascimento do novo sindicalismo brasileiro, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e das mobilizações que marcaram a organização da classe trabalhadora nas últimas décadas.

Com a convenção deste domingo, o PT encerra o calendário das principais siglas na oficialização de candidaturas à Presidência da República. Nos últimos dias, também confirmaram seus candidatos o PL, com Flávio Bolsonaro; o PSD, com Ronaldo Caiado; o Novo, com Romeu Zema; e o Missão, com Renan Santos.

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