
Após ter o sonho de atuar na Copa do Mundo frustrado por ter sua entrada nos Estados Unidos negada, o árbitro somali Omar Artan apitou a final da Supercopa da Uefa entre Paris Saint-Germain e Aston Villa. Depois do jogo, ele deixou uma mensagem especial na bola da partida dizendo que essa foi a sua Copa do Mundo.
Após ter o sonho de atuar na Copa do Mundo frustrado por ter sua entrada nos Estados Unidos negada, o árbitro somali Omar Artan apitou a final da Supercopa da Uefa entre Paris Saint-Germain e Aston Villa. Depois do jogo, ele deixou uma mensagem especial na bola da partida dizendo que essa foi a sua Copa do Mundo.
Nas redes sociais, ele também agradeceu a oportunidade de atuar na Supercopa e apoio recebido pela comunidade do futebol após a polêmica da Copa do Mundo. Omar Artan entrou para a história como o primeiro árbitro não europeu a apitar uma final de competição da Uefa.
— Obrigado a todos os que tornaram isto possível. Especialmente à Uefa por me dar a confiança e oportunidade e que me recebeu em seu continente de braços abertos. Também à minha própria confederação, a CAF (confederação africana), pelo apoio e tornar isso possível. E finalmente a todos que torceram pelo meu sucesso — escreveu Omar Artan.
Durante a premiação da Supercopa da Uefa, vencida pelo PSG, o presidente da entidade Aleksander Ceferin esteve no palco para cumprimentar e entregar a medalha aos participantes da partida. Não apenas aos jogadores do campeão e do Aston Villa, mas também a equipe de arbitragem, liderada pelo somali Omar Artan. Atualmente tornou-se comum os árbitros receberem medalha. Mas, neste caso, o gesto foi simbólico e já virou mais um capítulo da disputa política entre Ceferin e o presidente da Fifa Gianni Infantino.
A Uefa fez questão de convidá-lo como forma de marcar posição. A aproximação com o presidente dos EUA Donald Trump desgastou Infantino, que tem sua continuidade na Fifa sendo questionada por parte do mundo do futebol.
O movimento é liderado justamente pela Uefa, que ameaça boicotar os torneios intercontinentais. A entidade diz não ter mais confiança em Infantino e espera dele garantias de que não voltará a pôr em prática o plano de criar uma subsidiária e vender ações de suas competições para investidores privados.
O drama de Artan
Antes do início do Mundial, Artan ficou sob os holofotes da mídia após não conseguir entrar no território americano ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami, apesar de integrar o grupo de árbitros selecionados pela Fifa para o torneio.
— Foi um período muito difícil. Muitas pessoas demonstram solidariedade porque, quando você trabalha por muitos anos para realizar um projeto e, no final, não consegue realizá-lo, é muito difícil — disse o árbitro de 34 anos em uma entrevista publicada no site da Uefa.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos justificou essa recusa explicando que o árbitro estava “ligado a indivíduos suspeitos de pertencer a organizações terroristas”, o que “tornava o viajante inelegível para entrar” em seu território.
Acusações que Artan nega e que geraram indignação na Somália, onde árbitro foi recebido como herói ao retornar.
— O que aconteceu com ele é lamentável, mas não controlamos tudo — declarou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Com informações de O Globo.







