Um motim foi registrado na tarde desta terça-feira (1º) na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada no km 8 da rodovia BR-174, na zona rural de Manaus. Informações preliminares apontam que policiais militares estariam sendo mantidos como reféns durante a ocorrência.

Segundo os primeiros relatos, entre os possíveis reféns estão um major, um aspirante e dois soldados. As circunstâncias da rebelião ainda estão sendo apuradas pelas forças de segurança mobilizadas para atender a ocorrência.

Ainda conforme as informações preliminares, os detentos teriam apresentado pedidos por regalias e solicitado o retorno ao antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar, de onde foram transferidos após a unidade ser desativada. O sargento Davi Praia é apontado como um dos líderes do movimento.

Diante da situação, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) deslocou equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e negociadores especializados para o local. A liderança do motim teria solicitado também a presença de um representante do Ministério Público do Amazonas (MPAM).

Equipes da Defensoria Pública do Estado e do Ministério Público do Amazonas também se dirigiram à unidade para acompanhar a ocorrência.

Até o momento, não havia confirmação oficial sobre a existência de mortos ou feridos, nem sobre o número exato de pessoas envolvidas no motim.

Nova unidade prisional

A UPPM foi instalada em maio de 2026, no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus, ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). A estrutura passou a funcionar como unidade específica para a custódia de policiais militares presos.

Mais de 70 policiais militares foram transferidos para o local após a desativação do antigo Núcleo Prisional da PM, situado no bairro Monte das Oliveiras, na zona Norte de Manaus.

A transferência ocorreu após uma fuga de 23 policiais militares do antigo núcleo, registrada em fevereiro deste ano. O episódio provocou investigações e resultou na prisão de policiais suspeitos de facilitar a saída dos detentos.

O então responsável pelo Núcleo Prisional, major Galeno Edmilson de Souza Jales, também foi preso durante as investigações e posteriormente excluído da Polícia Militar.

A nova unidade possui 72 vagas destinadas a presos de natureza militar e conta com serviços de saúde, atendimento jurídico e suporte administrativo, em cooperação com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

As autoridades ainda devem esclarecer a dinâmica do motim, as reivindicações apresentadas pelos detentos e a situação dos possíveis reféns.

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