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Com mais de 85% dos votos apurados nas eleições parlamentares de Israel, realizadas na terça-feira (27/10), o bloco aliado ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu somava 53 cadeiras no Knesset, abaixo das 61 necessárias para formar maioria.

A oposição sionista, liderada por Gadi Eisenkot, conquistava 48 vagas, enquanto os partidos árabes alcançavam 19 cadeiras, resultado que poderá representar um recorde histórico de representação no Parlamento israelense.

Os números ainda são parciais e podem sofrer alterações até o encerramento da apuração.

O comparecimento eleitoral chegou a 77,7%, superando os 70,6% registrados em 2022. Na eleição anterior, o bloco de Netanyahu conquistou 64 cadeiras, a oposição obteve 46 e os partidos árabes ficaram com dez.

Netanyahu e oposição divergem sobre futuro governo

Após a votação, Netanyahu defendeu a formação de um governo de direita e reafirmou a importância da aliança com os Estados Unidos, governados por Donald Trump.

O primeiro-ministro também rejeitou a possibilidade de uma coalizão dependente de partidos árabes antissionistas, alegando preocupações com a segurança e a identidade do Estado israelense.

Já Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar, afirmou que o resultado sinaliza uma demanda por mudança política e uma perda de apoio à atual coalizão governista.

Eisenkot defendeu a preservação de Israel como Estado judeu e democrático e reiterou sua posição favorável ao desmantelamento do Hamas.

Partidos árabes podem ganhar influência nas negociações

Com 19 cadeiras na apuração parcial, os partidos árabes poderão exercer maior influência nas negociações para a formação do próximo governo.

Uma liderança da Lista Conjunta defendeu a participação das legendas árabes nas discussões sobre uma alternativa ao governo Netanyahu, destacando a importância da cooperação política entre judeus e árabes.

Em Israel, os partidos precisam conquistar pelo menos 3,25% dos votos válidos para obter representação parlamentar.

Como nenhum dos blocos apresentados alcançou isoladamente as 61 cadeiras necessárias para a maioria, a formação do próximo governo dependerá de negociações políticas após a divulgação dos resultados definitivos.

Com informações de Metrópoles

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