
A Ucrânia e a Rússia relataram que seus sistemas de alerta via aplicativo foram alvos de ataques cibernéticos durante a noite desse domingo (1º/11). São aplicativos móveis que enviam avisos e alertas de ataques aéreos, informando os cidadãos sobre a aproximação de mísseis e drones (orientando, assim, que os moradores busquem abrigo ou se dirijam a um bunker).
- 22:47: “Ameaça de radiação. Risco de radiação declarado em Kiev.”
- 22:48: “Olá! Haverá um alerta nuclear em toda a Ucrânia. Não se preocupem, é o Oreshnik voando” [Esta mensagem estava escrita em russo].
- 22:49: “Ameaça química. Há risco de um ataque químico em Kiev. Não saiam de casa.”
- 22:49: “Ameaça de combates nas ruas. Estão ocorrendo combates nas ruas de Kiev. Não saiam de casa.”
- 23:53: É enviado um aviso de fim de alerta.
Em menos de uma hora, as autoridades ucranianas divulgaram mensagens no Telegram informando que acreditavam que o sistema dos aplicativos havia sido comprometido.
Notificações suspeitas
O canal de alertas de ataques aéreos informou que “partes não autorizadas” interferiram no sistema, que foi temporariamente retirado do ar. As autoridades orientaram os usuários a não clicarem em links presentes em “notificações suspeitas”.
A Força Aérea escreveu no Telegram: “O aplicativo de alerta aéreo provavelmente sofreu uma interferência hostil. Não há ameaça de radiação! Mantenham a calma e acompanhem nossas atualizações em nosso canal”.
Grupo cibernético ucraniano Atesh
Na Rússia, as autoridades informaram, nesta segunda-feira (2/11), que hackers obtiveram acesso ao aplicativo móvel do Ministério de Situações de Emergência para envirar as informações falsas.
O Ministério de Situações de Emergência comunicou que precisou tirar o aplicativo do ar temporariamente, mas tranquilizou a população ao afirmar que o sistema de alerta mais amplo — que inclui mensagens SMS, transmissões, sirenes nas ruas e alto-falantes — continua em funcionamento.
O ministério russo não indicou os responsáveis pelo ataque. No entanto, a mídia ucraniana relatou alegações do grupo cibernético ucraniano Atesh de que eles teriam sido os autores do envio das mensagens, as quais também continham ameaças nucleares.
Com informações do jornal britânico The Guardian.







