
Joilson Souza
No ecossistema da política amazonense, o eleitor está no meio de uma fábula ambiental sobre a escolha certa. De um lado temos a Capivara; do outro, o Pato. Ambos habitam as mesmas águas, mas o impacto de cada um no equilíbrio da floresta é bem diferente.
De um lado está a Capivara (Omar Aziz). É o bicho casca-grossa da beira do rio, aquele que conhece cada atalho, cada curva e até os maus caminhos do lago. Começou jovem no movimento estudantil, com ideias revolucionárias no Partido Comunista, mas aprendeu a nadar como ninguém nas águas da política tradicional. Já foi vereador, deputado, governador e senador. Sabe onde a água é rasa, onde a correnteza puxa e como andar na lama sem atolar. É a experiência em pessoa: sabe articular e mover a máquina, mas carrega no corpo as marcas de todas as cheias, secas e tempestades que já atravessou.
Do outro lado surge o Pato (Profe. Maria do Carmo), que tenta se apresentar como a novidade que veio para renovar o ar da lagoa. Mulher de origem simples, batalhou para vencer na vida, virou professora e construiu a FAMETRO. Mas o início dessa caminhada não foi fácil: o Pato viveu sua fase de “patinho feio”, amargando notas ruins na avaliação do MEC para a sua faculdade. Hoje, vende a imagem da “nova política” vinda do setor privado, mas tem uma contradição bem visível no ninho: é casada com um membro da Família Lins, uma das oligarquias mais antigas e tradicionais do nosso estado.
A pergunta que fica para o eleitor na hora de decidir o voto é simples:
Você prefere confiar na Capivara, que já conhece todas as pedras, os segredos e até os caminhos turvos do lago, ou prefere apostar no Pato, que se diz novo, mas traz tropeços na bagagem e nada abraçado com os velhos caciques de sempre?
A floresta está de olho. Qual deles realmente ajuda a equilibrar o ecossistema e qual está só defendendo o próprio pedaço de terra?
E você, qual dos dois acha que entende melhor do nosso lago? Deixe sua opinião nos comentários!





