Antonio Pereira/Semcom e Maxwell Oliveira/Implurb

Da concepção técnica à execução no canteiro de obras, a Prefeitura de Manaus conta com peças-chave para elaborar e dar vida a projetos estruturantes para a capital. Dentro do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), a Gerência de Engenharia (GEN) é elemento essencial na transformação de ideias projetadas em intervenções concretas na cidade. Com atuação estratégica, o setor assegura que cada etapa ocorra com rigor técnico, eficiência e responsabilidade no uso dos recursos públicos.

O fluxo de trabalho tem início com as demandas encaminhadas pela Diretoria de Planejamento Urbano (Dpla), voltadas à implantação de obras, reabilitação e melhorias urbanas. Nessa fase inicial, a Dpla desenvolve os projetos técnicos, que, após concluídos, são repassados à GEN para estruturação orçamentária e viabilização da execução.

É na Gerência de Engenharia que os projetos ganham robustez técnica e se consolidam no projeto básico, conjunto essencial de documentos que fundamenta o processo licitatório. A etapa inclui a elaboração de orçamento detalhado, cronograma físico-financeiro, memoriais descritivos, especificações técnicas e classificação de insumos (curvas ABC), garantindo transparência, organização e segurança jurídica.

Como explica a chefe da GEN, engenheira Marciléa Costa, esse é o ponto de partida para que as obras saiam do papel. “A equipe da Dpla desenvolve o projeto e, quando ele chega à engenharia, nós estruturamos todo o projeto básico, com orçamento, cronograma, especificações técnicas e memória de cálculo, para que ele possa seguir para a licitação. Esse é o primeiro momento do nosso trabalho”, detalha.

Com essa base estruturada, o processo segue para a fase de licitação. Durante esse período, a GEN atua de forma ativa, oferecendo suporte técnico, esclarecendo dúvidas e promovendo ajustes necessários até a definição da empresa responsável pela execução, via concorrência pública. Após a formalização do contrato, a gerência emite a ordem de serviço, autorizando o início das obras.

Na fase de execução, o trabalho da equipe técnica se intensifica. Cabe à GEN acompanhar de perto o andamento das intervenções, verificando a conformidade com o projeto, a qualidade dos materiais utilizados e o cumprimento dos prazos. A gerência também é responsável por analisar e validar as medições apresentadas pela empresa contratada, etapa fundamental para a liberação dos pagamentos.

“A partir da contratação, a engenharia passa a acompanhar todo o processo de execução. Fazemos a fiscalização das obras, acompanhamos o cronograma, realizamos medições e verificamos se tudo está sendo executado dentro do prazo previsto. Nosso papel é garantir que a obra seja entregue conforme o que foi planejado e seguindo os padrões de qualidade técnica”, reforçou Marciléa.

Além das obras diretas, a GEN também atua em medidas compensatórias urbanísticas e no acompanhamento de projetos executados por meio de convênios, mantendo sempre a responsabilidade técnica sobre orçamento e fiscalização. “Também acompanhamos obras oriundas de medidas compensatórias e realizamos atividades como cálculos de desapropriação. Ou seja, além do nosso carro-chefe, que são a fiscalização e o acompanhamento das obras, atuamos em diferentes frentes que garantem a execução adequada dos projetos”, completou a engenheira.

A atuação da GEN funciona como uma ponte entre o planejamento e a execução. Cidades bem projetadas impactam diretamente a qualidade de vida da população. Quando pensamos em áreas verdes, espaços de lazer, iluminação pública eficiente e segurança, estamos falando de resultados de projetos bem estruturados, desenvolvidos por engenheiros em diálogo com diferentes áreas.

“A engenharia está presente desde a criação de parques e praças, que contribuem para o conforto térmico e a saúde mental, até sistemas de iluminação que ampliam a segurança e reduzem o consumo de energia. Também é fundamental na promoção da acessibilidade, garantindo que os espaços urbanos sejam inclusivos. A engenharia molda a forma como as pessoas vivem e se relacionam com a cidade”, concluiu o diretor-presidente do Implurb, engenheiro Antonio Peixoto.

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