
Histórias, manifestações culturais e encantarias do Baixo Madeira chegam ao palco do Teatro Amazonas neste domingo (4/10), às 19h, com o espetáculo “A Ilha Profana do Cantagalo”, do Grupo Jurubebas de Teatro. Com entrada gratuita, a montagem integra a Mostra Jurupari Adulto da programação do 20º Festival de Teatro da Amazônia (FTA).
O espetáculo retorna a Manaus depois de circular por diferentes estados brasileiros e leva à cena uma dramaturgia construída a partir de uma pesquisa artística e territorial realizada na comunidade ribeirinha do Acará, em Borba, no Amazonas.
Contemplado pelo Rumos Itaú Cultural 2023-2024, “A Ilha Profana do Cantagalo” estreou em 2025. Durante o processo de criação, o grupo acompanhou o cotidiano da comunidade e pesquisou histórias, manifestações culturais e elementos da relação dos moradores com o território, entre eles o Gambá de Borba, ritmo afro-amazônico ligado à memória e à vida comunitária da região.
Entre o humano e o sobrenatural
Em cena, um garoto parte em busca dos pais após descobrir que sua avó é uma Rasga-Mortalha. A jornada o conduz pelos mistérios do rio Madeira, em uma narrativa na qual as fronteiras entre o humano e o sobrenatural se desfazem.
Desde a estreia, o espetáculo passou por Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Festival de Teatro do Vale do Paranhana (RS), recebeu oito indicações e seis prêmios, incluindo Melhor Espetáculo pelo Júri Popular.
Com direção geral e dramaturgia de Felipe Jatobá, “A Ilha Profana do Cantagalo” tem direção de movimento de Talita Menezes e direção de elenco de Jean Palladino. O elenco é formado por Robert Moura, Leandro Paz, Paulo Oliveira e Nicka. Os figurinos e adereços são de Aldeir Farias e Henrique Dias, e a trilha sonora, de Otávio Di Borba.
As oficinas artísticas são de Thaís Kokama, Mara Pacheco e Otávio Di Borba, com Antônio Miguel como mestre gambazeiro. A produção executiva é de Robert Moura. As fotografias são de Alonso Jr. e Márcio Oliveira, o design gráfico é de Pablo Abritta e a assessoria de comunicação, de Laynna Feitoza.
Festival
Em sua 20ª edição, o Festival de Teatro da Amazônia consolida uma trajetória dedicada às artes cênicas e se estabelece como referência no Norte do país ao reunir artistas, grupos, coletivos e diferentes gerações do teatro em uma programação que conecta a produção amazonense a trabalhos de outros estados.
Até 11 de outubro, o FTA ocupa o Teatro Amazonas, Teatro da Instalação, Teatro Gebes Medeiros, Largo de São Sebastião e outros espaços culturais de Manaus. Espetáculos, mostras, ações formativas, debates e encontros integram a agenda.
O encerramento será com “Antígona Travesti”, das Elencas Coletivas + Kuma, às 19h. Às 20h10, será realizada a cerimônia de encerramento e, a partir das 20h40, a premiação da 20ª edição.
O 20º Festival de Teatro da Amazônia é uma realização da Federação de Teatro do Amazonas (Fetam) e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Vale.
O evento conta com apoio do Governo do Amazonas, via Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Águas de Manaus, Atelo Inteligência de Dados, Instituto Brasileiro de Teatro (iBT), Prefeitura de Manaus, via Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), além de parceiros como Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Escola Superior de Artes e Turismo (ESAT), Teatro Lambe-Lambe e Sesc/Fecomércio/Senac. O Mural Living é o hotel oficial do festival.
Toda a programação tem entrada gratuita e está disponível no Instagram @fetam.teatro.







