
A Itália amanheceu nesta quarta-feira (1º) mergulhada em frustração e revolta após ficar fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva.
A eliminação veio com a derrota no playoff para a Bósnia, ampliando um período de crise esportiva em um dos países mais tradicionais do futebol mundial.
A repercussão foi imediata na imprensa. O jornal Corriere della Sera estampou na capa a expressão “A maldição da Copa do Mundo” e pediu uma reconstrução no futebol italiano.
O veículo destacou o contraste entre o passado vitorioso — com quatro títulos mundiais — e o desempenho recente: apenas uma vitória em Copas desde o título de 2006.
Já os diários esportivos La Gazzetta dello Sport e Corriere dello Sport trouxeram manchetes semelhantes: “Todos nós ficamos em casa”, em referência a mais um verão sem a presença italiana no torneio.
Em Roma, torcedores reagiram com incredulidade após a derrota por 4 a 1 nos pênaltis, depois de empate em 1 a 1 no tempo regulamentar. Foi a terceira queda seguida em playoffs, após eliminações para Suécia e Macedônia do Norte.
“Tudo deu errado desde o início da partida. O time não foi bem, jogadores fora de forma entrando e jogando assim mesmo… não faz sentido. Sinceramente, estou chocado”, afirmou o torcedor Davide Caldaretta, que assistiu ao jogo em um pub da capital.
A última participação da Itália em uma Copa foi em 2014. Já a Bósnia, que disputou o torneio apenas uma vez na história, volta ao Mundial e integrará o Grupo B ao lado de Canadá, Catar e Suíça.
Revolta nacional
A eliminação gerou forte reação política. Partidos passaram a pressionar pela saída de Gabriele Gravina, presidente da federação italiana.
“É uma vergonha inaceitável. O futebol italiano precisa de uma reformulação completa, começando pela renúncia de Gabriele Gravina”, publicou a Liga, integrante da coalizão da primeira-ministra Giorgia Meloni, em uma rede social.
Gravina afirmou que sua permanência será avaliada em reunião do conselho federal prevista para a próxima semana.
Dentro de campo, um dos momentos decisivos ocorreu aos 42 minutos do primeiro tempo, quando Alessandro Bastoni foi expulso após falta dura como último homem, deixando a Itália com um jogador a menos quando ainda vencia a partida.
Entre os torcedores, o sentimento é de desalento acumulado.
“Estamos realmente chateados e decepcionados. Mesmo quando você se decepciona, ainda mantém esperança. E esta é a terceira vez seguida”, disse Melanie Cardillo.
Com informações da CNN Brasil.







