
O ex-presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, passou por diferentes tipos de prisão desde sua primeira detenção, em novembro do ano passado. Nas últimas três, o percurso do ex-banqueiro incluiu prisão domiciliar, penitenciária estadual, unidade federal de segurança máxima e, atualmente, a carceragem da Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília, enquanto seu caso se aproxima de uma possível delação premiada.
Por determinação do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), Daniel Vorcaro foi preso preventivamente na operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes bancárias no Banco Master.
Contudo, foi em 18 de novembro de 2025 que a PF realizou a primeira prisão do ex-banqueiro no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Ele se preparava para viajar a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Na mesma fase da operação, a PF também cumpriu quatro mandados de prisão preventiva contra outros envolvidos, pelos seguintes crimes:
- gestão fraudulenta;
- gestão temerária;
- organização criminosa;
- lavagem de dinheiro;
- ocultação de patrimônio.
Vorcaro permaneceu quase uma semana detido preventivamente na Superintendência da PF em São Paulo antes de ser transferido posteriormente para o CDP II (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos, pavilhão destinado principalmente a presos midiáticos e formados em Direito.
Cerca de dez dias após a prisão, o TRF-1 (Tribunal Regional Federal) determinou que Vorcaro e outros quatro executivos do Master deixassem o presídio e cumprissem medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar.
Presídio estadual
Após quase quatro meses cumprindo medidas cautelares, o ex-banqueiro foi preso novamente pela PF no último dia 4 de março, por determinação do ministro do STF André Mendonça. A prisão ocorreu diante da suspeita de que ele tentava atrapalhar as investigações relacionadas ao Banco Master.
Como mostrou a CNN, Vorcaro teria tentado pressionar envolvidos e testemunhas ligadas à instituição. Segundo a PF, a nova fase da operação investigou crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos praticados por organização criminosa.
Após audiência de custódia, Vorcaro foi encaminhado novamente ao CDP de Guarulhos e, no dia seguinte, 5 de março, transferido para a Complexo Penitenciário de Potim II, a cerca de 170 km da capital paulista.
Presídio federal e transferência para a PF
A permanência em Potim foi curta, de apenas um dia. O executivo foi logo enviado para a Penitenciária Federal de Brasília, um presídio de segurança máxima. Sem visitas e em uma cela de 9 m², Vorcaro foi transferido após decisão de Mendonça, que destacou a influência do ex-banqueiro e a necessidade de garantir a integridade física do executivo, tendo em vista a morte de Luiz Mourão, conhecido como o “Sicário” de Vorcaro, na Superintendência da PF em Belo Horizonte.
Carceragem da PF em Brasília
Sob a iminência de uma delação premiada, Vorcaro foi transferido novamente, na última quinta-feira (19), desta vez para a Superintendência da PF em Brasília. Transportado de helicóptero, o ex-banqueiro deu início ao primeiro passo rumo à negociação de um eventual acordo de delação premiada.
A rotina atual de Vorcaro na carceragem da Polícia Federal segue o padrão aplicado a presos comuns, sob monitoramento da equipe de plantão. A cela mede 5 x 3 metros, com cama de concreto em formato de beliche e colchão hospitalar, e uma mureta separa a cama da área destinada ao banho e às necessidades. O chuveiro fica instalado sobre a privada, embutida no chão.
A cela ocupada por Vorcaro difere da utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que permaneceu em uma sala reservada a autoridades e chefes de Estado, equipada com cama com colchão, ar-condicionado, televisão, frigobar, banheiro privativo, janela e armário.
Com informações de CNN Brasil.







