Símbolo Autismo Foto: Divulgação

O que é Autismo ?

O autismo ou transtorno do espectro autismo (TEA) que é o nome técnico oficial, é um distúrbio é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por uma progressão atípica, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados.

Não há só um, mas muitos subtipos do transtorno. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos vários níveis de suporte que necessitam, há desde pessoas com outras doenças e condições associadas, como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, com vida comum, algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.

Como Identificar ?

Podem ser diagnosticados nos primeiros anos de vida, em alguns casos, os sinais são aparentes logo após o nascimento. Na maioria dos casos, os sinais só aparecem após o primeiro ano de vida, no qual é o período onde a comunicação e relações sociais são mais exigentes. O diagnóstico evita uma série de problemas para a criança. No atrasa do desenvolvimento motor e regressão de habilidades já desenvolvidas, podem sinalizar o aparecimento do transtorno, assim como apresentar dificuldades na relações com sons, vozes e ruídos de determinados ambientes.
Algumas características devem ser levadas em consideração. Em muitos casos, a criança não apresenta um sorriso social, apresentando contato visual baixo ou nulo, e demonstra maior interesse por objetos a pessoas. O toque e a verbalização diminuída podem ser comuns entre crianças com autismo. Sendo necessário a observação do distúrbio do sono, podendo ser de um quadro grave e dificuldade de permanecer no colo da mãe e com poucas respostas durante a amamentação.
Essa avaliação pode contribuir para identificar o autismo em crianças com menos de 1 ano.

Sinais de Alerta :

  • Seis meses: poucas expressões faciais, baixo contato ocular, ausência de sorriso social e pouco engajamento sociocomunicativo;
  • Nove meses: não faz parte de turno participativo, não balbucia, não olha quando chamado, não olha pra onde o adulto aponta, imitação pouca ou ausente;
  • 12 meses: ausência de balbucios, não apresenta gestos convencionais como abanar para dar tchau, não fala mamãe ou papai, ausência de atenção compartilhada;
  • Em qualquer idade: perdeu habilidades.

Os desafios do autismo através da maternidade: 

A vida de uma mãe, por si só, já tem seus próprios desafios. No dia a dia,, são poucas as mulheres que podem se permitir parar de trabalhar para se dedicar exclusivamente à maternidade. Agora imagine uma mãe cujo filho ou filha precisa de cuidados constantes, tem uma série de limitações e demanda não um, mas vários tratamentos. Assim é a vida das mães de filhos autistas. O autismo assim como outros transtornos tem ganhado espaço dentro da sociedade, um desses avanços, é a Lei Berenice Piana, aprovada em 2012. Essa lei possibilitou que autistas tivessem os mesmos direitos garantidos às pessoas com deficiências.

A isso, soma-se a explosão dos meios de comunicação, que estão cada vez mais baratos e democráticos – que certamente fez com que o transtorno ficasse conhecido e compreendido por mais pessoas.
Já que a única forma que muitas mães tem de expressar o que sentem e passam, duas conquistas e dificuldades em relação a criação de seus filhos, seja por meio de grupos de apoio na internet.

Hoje em dia, existem diversos grupos, em diferentes plataformas, sejam eles de uma comunidade privada, que são as famílias que participam de institutos ou projetos para crianças com TEA ( transtorno do espectro autista), ou os abertos, como por exemplo o “Tudo sobre autismo”, um grupo com quase 80 mil participantes interagindo todos os dias, na plataforma do Facebook.

Talvez o que retarda hoje, o acolhimento de pessoas com autismo, no Brasil, sejam a falta dos espaços sociais de apoio às mães e familiares– assim como às famílias de pessoas com outros transtornos. Pois, por mais amor e apoio que possa ser depositado à essas crianças, adolescentes e adultos, com TEA, se suas famílias não estiverem psicologicamente bem estruturadas, para que se replique em casa e na rua, o que ensinam os profissionais, a probabilidade destas pessoas sofrerem com o preconceito, fora e até mesmo dentro de casa, é maior.

 

Artigo anteriorVídeo: polícia prende homem por arrastar cavalo no asfalto em Goiás
Próximo artigoCriança morta em Madureira voltava da escola quando foi baleada