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A mobilização dos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 tornou-se um dos desafios das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na votação de 4 de outubro, cerca de 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto.

Pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 8 de outubro, aponta que 40% dos entrevistados que se abstiveram no primeiro turno afirmam que certamente não votarão no segundo, marcado para 25 de outubro. Outros 38% dizem que provavelmente também não comparecerão, enquanto apenas 22% consideram alguma possibilidade de participação.

O levantamento ouviu 1,6 mil pessoas entre os dias 6 e 7 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais.

A mobilização ocorre após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Ambos buscam ampliar o apoio eleitoral para a votação decisiva.

Campanhas intensificam estratégias de mobilização

A campanha de Lula pretende ampliar a presença nas ruas e fortalecer o diálogo com diferentes segmentos do eleitorado. Segundo o senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da coordenação da campanha, o presidente deverá priorizar compromissos no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, os três maiores colégios eleitorais do país.

Esses estados registraram índices de abstenção superiores à média nacional. No Rio de Janeiro, a taxa chegou a 23,32%, enquanto Minas Gerais apresentou 22,81% e São Paulo, 22,54%. Mato Grosso do Sul registrou o maior percentual entre os estados citados, com 23,87%.

Já Flávio Bolsonaro busca manter o apoio conquistado no primeiro turno e ampliar sua votação. O senador tem concentrado sua comunicação em temas como custo de vida, endividamento das famílias e segurança pública, além de contar com a participação de aliados e lideranças regionais.

Eleitores ausentes podem votar no segundo turno

Apesar dos índices de abstenção, os eleitores que não participaram do primeiro turno poderão votar normalmente em 25 de outubro, desde que estejam com a situação eleitoral regular.

De acordo com as regras eleitorais, cada turno é considerado uma votação independente, e a ausência na primeira etapa não impede o comparecimento à segunda.

A pesquisa também indica que a mobilização dos ausentes poderá enfrentar dificuldades, já que 78% dos entrevistados que faltaram à primeira votação afirmam que certamente ou provavelmente não participarão do segundo turno.

O impacto da abstenção sobre o resultado dependerá do comparecimento efetivo dos eleitores e de suas preferências políticas, uma vez que os ausentes não constituem um grupo eleitoral com posicionamento uniforme.

Com informações de Metrópoles

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