Policiais militares do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) apreenderam 193 quilos de maconha do tipo skunk durante uma ação realizada na sexta-feira (23), nas proximidades da comunidade Ariaú, no rio Ariaú, afluente do rio Negro, em área próxima ao município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus.

A operação resultou na condução de cinco suspeitos à Superintendência da Polícia Federal, no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste da capital. Foram identificados William Seriano de Oliveira (23), Rodrigo Otávio Campos Marcião (21), Paulo Henrique Bezerra da Silva (22), Arlison Lopes Carvalho (26) e Marinete da Silva Oliveira (28), que estavam na lancha “Vida Mansa XII”.

Denúncia apontou rota de entrada pelo rio

De acordo com informações repassadas pela polícia, a equipe recebeu denúncia de que uma lancha de passeio estaria vindo da Colômbia com destino a Manaus, transportando entorpecentes. A partir da suspeita, os militares intensificaram a fiscalização e conseguiram localizar a embarcação durante patrulhamento na região.

Durante a abordagem, os policiais encontraram 193 tabletes de droga, além de celulares, dinheiro e outros objetos no interior da lancha. Todo o material foi apreendido e apresentado junto com os ocupantes às autoridades federais, onde o grupo foi autuado por tráfico de drogas.

Lancha está no nome de filho de ex-prefeito

Ainda segundo a polícia, a lancha Vida Mansa XII está registrada em nome de Fredson Frederico Araújo Paes, filho do ex-prefeito de Novo Airão Frederico Júnior (União Brasil). A informação foi confirmada durante a checagem da documentação da embarcação e deverá ser analisada no decorrer das investigações.

No boletim de ocorrência registrado no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Fredson relatou que a lancha havia sido alugada por R$ 1.500 via Pix, com devolução prevista para a tarde do mesmo dia. Segundo ele, após a embarcação não ser entregue no horário combinado e sem conseguir contato com os responsáveis, decidiu procurar a polícia e registrar ocorrência por apropriação indébita, antes mesmo da apreensão feita pela PM.

Proprietário diz que não tinha relação com a ocorrência

Em nota pública, Fredson afirmou que a embarcação é de sua propriedade, mas que é utilizada regularmente para locação, atividade que, segundo ele, é feita de forma legal. Ele destacou que não estava com a lancha no momento da ocorrência e que não tem qualquer envolvimento com práticas ilícitas.

O proprietário também declarou que tomou cautelas antes da locação, como registro de conversas e comprovantes de pagamento, e reforçou que está à disposição para colaborar com as autoridades no esclarecimento do caso. Na nota, ele ainda parabenizou a Polícia Militar pela atuação durante a operação.

O caso segue sob apuração para identificar a origem exata do entorpecente e possíveis ramificações do transporte.

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