PF/Divulgação

A operação realizada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta terça-feira (27/1), no Rio Grande do Norte (RN), para apurar suspeitas de fraudes em contratos da área da saúde e possíveis desvios de recursos públicos envolvendo seis prefeituras do estado, culminou na apreensão de 20 celulares e de R$ 219 mil e dois carros.

O dinheiro estava dividido em sete locais onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Parte do valor estava em uma caixa de isopor. Também foram levados dos endereços outras 17 mídias, como pen drive e computadores.

As buscas ocorreram em Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha. Ao todo, 35 mandados foram executados no estado.

Os alvos

Um dos principais alvos é o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), além de outros gestores municipais e agentes públicos. Ao menos seis prefeituras são investigadas, como São Miguel, Serra do Mel, José da Penha, Tibau e Paraú.

As investigações apontam para irregularidades em contratos firmados para o fornecimento de medicamentos e insumos médicos à rede pública.

Empresas sediadas no Rio Grande do Norte teriam atuado junto a administrações municipais de diferentes regiões do país, com indícios de superfaturamento, falhas na execução contratual e pagamentos por produtos que não teriam sido entregues

A ação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e resultou no cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão em diferentes municípios potiguares.

Relatórios de auditoria da CGU identificaram inconsistências recorrentes, como fornecimento de materiais fora das especificações previstas em contrato e preços acima dos valores de mercado.

A apuração também investiga a atuação de empresários e intermediários no esquema.

O outro lado

Por meio de nota, a defesa do prefeito Allyson Bezerra afirmou que não há elementos que o vinculem pessoalmente aos fatos apurados.

Os advogados ressaltaram que ele colaborou com as autoridades, não foi afastado do cargo e que a investigação envolve contratos firmados por diferentes municípios.

A defesa afirmou ainda que a apuração deve comprovar a regularidade da conduta do gestor.

Com informações de Metrópoles.

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