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O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia começou a ser aplicado, de forma provisória, nesta sexta-feira, após mais de 25 anos de negociações. A medida marca uma nova fase nas relações comerciais do Brasil com o mercado europeu.

O tratado abrange cerca de 700 milhões de consumidores e prevê a eliminação progressiva das tarifas de importação sobre mais de 91% dos produtos europeus exportados ao Mercosul.

De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa passam a contar com tarifa zero neste início de implementação. No total, 2.932 produtos entram nessa categoria, dos quais cerca de 93% (2.714) são bens industriais.

Benefícios para as exportações

  • Produtos manufaturados devem circular com menos custos, o que facilita as exportações brasileiras
  • No agronegócio, a expectativa é de ampliação de mercados e maior previsibilidade nas regras
  • Simplificação nos processos de comércio exterior, com menos burocracia e uso de sistemas digitais, o que torna a liberação de mercadorias mais rápida

O acordo pode ampliar oportunidades para empresas brasileiras, com:

  • Menos tarifas
  • Custos logísticos mais baixos

Ao mesmo tempo, aumenta a concorrência dentro do país, já que produtos estrangeiros terão mais facilidade para entrar no mercado brasileiro.

Desafios para setores específicos

Ainda assim, alguns setores podem enfrentar mais dificuldades, principalmente:

  • Indústrias menos competitivas
  • Pequenos produtores

Para os consumidores, a expectativa é de que o acordo contribua para a redução de preços de alguns produtos. Com menos tarifas e custos logísticos menores, itens como:

  • Alimentos
  • Vestuário
  • Bens industriais

podem chegar ao mercado com valores mais baixos.

No entanto, o efeito sobre os preços não é automático. Especialistas ressaltam que fatores como:

  • Câmbio
  • Custos de produção
  • Margem de lucro das empresas

O acordo representa um marco importante nas relações comerciais entre Brasil e Europa, com potencial para impulsionar as exportações brasileiras e ampliar o acesso a mercados europeus, embora traga desafios competitivos para setores menos estruturados do mercado doméstico.

Com informações de Metrópoles

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