
Uma advogada argentina, Agostina Páez, de 29 anos, acusada de injúria racial contra um funcionário de um bar em Ipanema, no Rio de Janeiro, alegou à polícia que fazia “uma brincadeira” com suas amigas e que não sabia que gestos e xingamentos de “mono” (macaco) eram considerados crime no Brasil. As declarações foram dadas na 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha), que investiga o caso.
O incidente ocorreu na última quarta-feira (14/1), após uma discussão com o gerente do bar motivada por um suposto erro no pagamento da conta. De acordo com a Polícia Civil (PCERJ), o gerente foi verificar as imagens de segurança e pediu que a mulher permanecesse no local. Nesse momento, ela teria iniciado os xingamentos e atos discriminatórios, que foram gravados pela vítima. O gerente relatou que a turista apontou o dedo e proferiu ofensas de cunho racial, além de imitar gestos e sons de macaco.
Nesse sábado (17/1), a Justiça determinou a apreensão do passaporte da suspeita e o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, Agostina Páez havia viajado ao Brasil apenas com sua identidade. A turista compareceu à delegacia para prestar depoimento, e as medidas judiciais foram cumpridas. A investigação segue em andamento para apurar todos os fatos.
Com informações de Metrópoles







