
A advogada Fabrícia Cidade da Luz, tia da jovem amazonense Thayane Smith Moraes, usou as redes sociais para se manifestar sobre a repercussão do caso envolvendo a subida ao Pico Paraná, no Paraná, e defender a sobrinha das acusações feitas após o desaparecimento de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos.
Em vídeo, Fabrícia afirmou que Thayane e a família têm sido alvo de ataques descontrolados, acusações infundadas e uso indevido de imagem, caracterizando, segundo ela, um verdadeiro linchamento virtual. A advogada destacou que a jovem, natural de Itacoatiara, também tem apenas 19 anos e precisa de amparo jurídico, psicológico e emocional diante da exposição sofrida.
Segundo Fabrícia Cidade, não existe qualquer crime atribuído à sobrinha. Ela reforçou que a Polícia Civil do Paraná colheu o depoimento de Thayane, que foi liberada, sem que houvesse instauração de inquérito policial contra a jovem. “Ela estava sendo acusada de algo que simplesmente não existe. Tudo está sendo tratado de forma legal”, afirmou.
A advogada também ressaltou que Thayane colaborou durante todo o tempo com as equipes de busca, bombeiros e voluntários, mesmo enfrentando medo, cansaço e a situação de estar sozinha em outro estado. De acordo com ela, parte das entrevistas concedidas pela jovem teve falas cortadas, o que contribuiu para distorções e julgamentos baseados em interpretações equivocadas de seu comportamento.
Fabrícia informou ainda que, junto com outra advogada que atua no Paraná, todas as providências cabíveis estão sendo avaliadas para responsabilizar ataques e exposições indevidas, principalmente enquanto o caso ainda segue em fase de esclarecimentos oficiais.
Entenda o caso
Roberto Farias Thomaz iniciou a trilha do Pico Paraná no dia 31 de dezembro, acompanhado de Thayane Smith, com o objetivo de assistir ao primeiro nascer do sol de 2026 no ponto mais alto do estado. Após chegarem ao cume e descansarem, eles iniciaram a descida por volta das 6h30, junto com outros montanhistas. Durante o percurso, Roberto acabou se perdendo.
As buscas começaram ainda no dia 1º de janeiro e mobilizaram equipes especializadas, como o Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), Corpo de Socorro em Montanha (Cosmo), voluntários, drones, câmeras térmicas e montanhistas do Clube Paranaense de Montanhismo (CPM).
No sábado (3), a Polícia Civil do Paraná passou a investigar formalmente o desaparecimento após o registro de um boletim de ocorrência pela família de Roberto, residente em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O delegado Glaison Lima Rodrigues ouviu Thayane, outros montanhistas e familiares do jovem.
Após cinco dias perdido, Roberto conseguiu se salvar sozinho, caminhando cerca de 20 quilômetros até chegar a uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina, onde pediu ajuda e avisou a família que estava vivo. Ele foi levado ao hospital do município para exames e recebeu alta médica na noite de terça-feira (6), apresentando apenas ferimentos leves.







