
A Superintendência da Zona Franca de Manaus aprovou, nesta segunda-feira (30), um pacote robusto de investimentos que promete impulsionar a economia da região Norte, ao mesmo tempo em que marcou a despedida do vice-presidente Geraldo Alckmin do comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS) consolidou a liberação de 83 projetos industriais e de serviços, que somam R$ 1,17 bilhão em investimentos, com destaque para a instalação de 38 novas empresas na Zona Franca de Manaus (ZFM). O conjunto de propostas deve gerar milhares de empregos e ampliar o faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) nos próximos anos.
Durante sua última participação como ministro, Alckmin adotou um tom de balanço da gestão e destacou números expressivos alcançados pela indústria nacional e pela Zona Franca. Ele ressaltou o faturamento recorde superior a R$ 227 bilhões em 2025 e apontou o crescimento de setores estratégicos, como o eletroeletrônico e o de duas rodas, como sinais da recuperação e fortalecimento da economia.
O vice-presidente também enfatizou novos aportes financeiros voltados à indústria, incluindo um pacote bilionário para incentivar produção, inovação e sustentabilidade. Segundo ele, os recursos contemplam linhas de crédito com condições facilitadas para impulsionar a modernização industrial e estimular investimentos em tecnologias mais limpas.
No campo do comércio exterior, Alckmin destacou a ampliação das exportações brasileiras, que atingiram recorde histórico mesmo diante de restrições internacionais. Ele citou ainda a abertura de novos mercados e acordos comerciais firmados pelo país, incluindo tratativas com blocos econômicos relevantes, como União Europeia e países asiáticos, ampliando as oportunidades para produtos brasileiros.
Apesar do clima de despedida, o vice-presidente evitou comentar diretamente sobre o cenário eleitoral e uma eventual composição de chapa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, limitando-se a destacar resultados administrativos e perspectivas econômicas. A saída do MDIC ocorre em razão do período eleitoral, conforme prevê a legislação.
Além dos investimentos industriais, o CAS também aprovou medidas estruturantes, como a destinação de área no Distrito Industrial para ampliação da capacidade energética, considerada essencial para sustentar o crescimento do parque fabril. A pauta incluiu ainda ações administrativas e de governança interna.
A reunião reforçou o papel estratégico da Zona Franca de Manaus como motor de desenvolvimento regional, com geração de emprego, atração de investimentos e fortalecimento da bioeconomia. Autoridades presentes destacaram que o modelo segue competitivo e adaptado às mudanças econômicas, especialmente após a reforma tributária.







