Foto: Miguel Almeida

A deputada estadual Alessandra Campelo (PSD), Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), comemorou a condenação dos acusados no Caso Débora, decisão anunciada pela Justiça do Amazonas na madrugada desta segunda-feira (01/06) após quase seis dias de julgamento pelo Tribunal do Júri.

A parlamentar acompanha o caso desde 2023, quando o assassinato de Débora e a morte do bebê Arthur, ainda no ventre da mãe, provocaram forte comoção social no Amazonas e mobilizaram instituições, movimentos de defesa dos direitos das mulheres e a sociedade civil.

Para Alessandra Campelo, a condenação representa uma resposta importante do sistema de Justiça diante de um dos crimes mais brutais registrados no estado nos últimos anos.

“Nada será capaz de devolver a vida de Débora e do pequeno Arthur. Nenhuma sentença conseguirá reparar a dor da família. Mas a condenação dos responsáveis reafirma um princípio fundamental: a violência contra a mulher não pode ficar impune”, destacou a deputada.

Acompanhamento desde o início

Desde que o caso veio a público, Alessandra Campelo e a Procuradoria Especial da Mulher da Aleam acompanharam os desdobramentos da investigação, prestando apoio institucional e cobrando celeridade na apuração dos fatos.

Ao longo dos últimos anos, a parlamentar utilizou diversas vezes a tribuna da Assembleia Legislativa para defender justiça para Débora e Arthur, além de chamar atenção para a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de prevenção à violência contra as mulheres.

Segundo Alessandra, o julgamento representa não apenas a responsabilização criminal dos acusados, mas também uma mensagem importante para toda a sociedade.

“A pena aplicada possui um caráter pedagógico. Ela mostra que quem pratica violência extrema contra mulheres e destrói famílias responderá pelos seus atos na forma da lei. O combate à violência exige investigação, julgamento e cumprimento efetivo das penas”, afirmou.

Memória, justiça e prevenção

A deputada ressaltou que o desfecho judicial não encerra o sofrimento dos familiares, mas representa uma etapa importante da busca por justiça.

Para a Procuradora Especial da Mulher, casos como o de Débora evidenciam a necessidade de fortalecer continuamente a rede de proteção às mulheres e ampliar ações de prevenção à violência de gênero.

“O nosso compromisso permanece o mesmo: defender a vida das mulheres, combater a violência e trabalhar para que nenhuma família precise passar por uma tragédia semelhante”, declarou.

Alessandra Campelo informou ainda que seguirá acompanhando os desdobramentos do caso por meio do mandato parlamentar e da Procuradoria Especial da Mulher da Aleam.

“A memória de Débora e Arthur não pode ser esquecida. Que este caso sirva de alerta para toda a sociedade e fortaleça a luta por um Amazonas mais seguro para as mulheres”, concluiu.

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