
A dois dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, o goleiro Alisson Becker adotou um discurso de confiança, maturidade e responsabilidade coletiva ao comentar as críticas que recebe de parte da torcida brasileira. Titular absoluto da equipe e prestes a disputar seu terceiro Mundial consecutivo, o arqueiro de 33 anos deixou claro que não carrega o peso das eliminações anteriores como um fardo individual.
Durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (11), em Basking Ridge, nos Estados Unidos, Alisson afirmou que o futebol não permite que atletas permaneçam presos aos erros e frustrações do passado. Segundo ele, uma eliminação em Copa do Mundo é resultado de um conjunto de fatores e não da atuação isolada de um jogador.
“O futebol não é uma ciência exata. Quando uma seleção perde uma Copa do Mundo, a responsabilidade é compartilhada por todo o grupo. Em determinados momentos é preciso que alguns jogadores se sobressaiam, mas também é necessário reconhecer os méritos dos adversários”, destacou.
O goleiro ressaltou que as críticas não afetam sua confiança e garantiu que segue focado em fazer o melhor pelo grupo. Para ele, o aspecto mais doloroso das campanhas anteriores não está nos questionamentos externos, mas no fato de ainda não ter conquistado um título mundial com a camisa da Seleção.
“Claro que um goleiro sempre pensa se poderia ter feito algo diferente em determinados lances. Mas precisamos combater essas ideias que podem nos enganar e continuar acreditando no trabalho realizado diariamente”, afirmou.
Autocrítica acima das cobranças
Questionado sobre a pressão exercida pelos torcedores, Alisson reconheceu que as cobranças fazem parte da rotina de quem veste a camisa da Seleção Brasileira. No entanto, afirmou que é o principal avaliador do próprio desempenho.
Segundo ele, suas análises são baseadas em aspectos técnicos, táticos e psicológicos, construídas ao lado dos companheiros de equipe e da comissão de preparação de goleiros.
“As críticas fazem parte do pacote de jogar pela Seleção. O torcedor quer títulos e tem razão em cobrar. Mas ninguém me critica mais do que eu mesmo. Minha avaliação é baseada em trabalho, estudo e busca constante por evolução”, declarou.
Confiança no trabalho de Ancelotti
Alisson também aproveitou a entrevista para elogiar o ambiente criado pelo técnico Carlo Ancelotti nos bastidores da Seleção Brasileira. Embora sem detalhar situações específicas, o goleiro destacou a forma como o treinador italiano conduz o grupo e a confiança transmitida aos atletas.
Desde a chegada de Ancelotti ao comando da equipe, a Seleção busca consolidar uma nova identidade para encarar o desafio de conquistar o hexacampeonato mundial.
Brasil chega pressionado, mas otimista
Experiente em Copas do Mundo, Alisson acredita que o momento da equipe é mais importante do que as avaliações feitas ao longo do ciclo preparatório. Para ele, a história mostra que seleções questionadas antes do torneio podem surpreender durante a competição.
“O que realmente importa é como a equipe chega para a Copa. Historicamente, muitas vezes a Seleção Brasileira chegou cercada de dúvidas e conseguiu grandes resultados. O foco agora é aproveitar esse momento e buscar nosso objetivo maior, que é conquistar o título”, concluiu.
Com a experiência acumulada em três ciclos de Copa do Mundo e respaldado pela confiança da comissão técnica, Alisson deve mais uma vez ser uma das lideranças da Seleção Brasileira na caminhada em busca do tão sonhado sexto título mundial.







