MC Ryan SP e Pozem do Rodo, ambos presos na operação "Narco Fluxo" da Polícia Federal • Reprodução/Redes Sociais

Um esquema envolvendo “aluguel de CPFs” foi revelado, nessa quarta-feira (15), quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo.

De acordo com umas investigações, o esquema envolvia “interposição de terceiros” utilizada por uma organização criminosa para ocultar os reais beneficiários de valores ilícitos.

operação começou a partir de um backup no celular de Rodrigo Morgado. O homem é um contador apontado pela Polícia Federal como operador central da organização criminosa de lavagem de dinheiro. 

O que é o aluguel de CPFs e como funcionava o esquema

A tática conhecida como “aluguel de CPFs”, utilizava familiares e “laranjas”, como figuras públicas conhecidas com alta visibilidade e engajamento dos artistas, para naturalizar movimentações financeiras bilionárias.

De acordo com a PF, os recursos eram oriundos do tráfico de drogasapostas ilegais e rifas digitais, que acabavam misturados a receitas legítimas de shows e produções musicais para dificultar o rastreamento pelos órgãos de fiscalização.

investigação aponta que MC Ryan SP exercia papel central na projeção pública do grupo, utilizando sua base de seguidores para dar aparência de legalidade ao patrimônio acumulado.

Em nota oficial, a defesa de MC Ryan SP afirmou que não teve acesso ao processo, que tramita em sigilo, mas ressaltou a “lisura de todas as suas transações financeiras” e a origem comprovada de seus valores.

Diversos nomes foram listados como “laranjas” na denúncia que embasou os 39 mandados de prisão temporária. O esquema envolveria dezenas de outras pessoas e empresas de fachada, utilizadas para dispersar e captar recursos pulverizados.

Com informações da CNN Brasil.
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