Relatório da Polícia Federal (PF) sobre suspeitas de gestão fraudulenta e corrupção em aportes em bancos privados relata que a determinação para a compra de R$ 50 milhões em letras financeiras do Banco Master com dinheiro de servidores aposentados e pensionistas do Amazonas foi comunicada menos de três horas após o recebimento de um pedido de cotação para investimentos por parte da Amazonprev. A informação publicada nesta quinta-feira, 12, é da Folha de São Paulo.

O pedido supostamente feito por e-mail teria sido enviado ao comitê de investimentos da Amazonprev às 14h02 de 5 de junho de 2024 e já  às 16h43 houve a determinação para a aquisição das letras financeiras. O negócio foi efetivado no dia seguinte.

De acordo com a PF, as operações não constaram em atas do comitê de investimentos e permaneceram sem conhecimento dos órgãos de fiscalização por meses. Somente em outubro de 2024 houve a primeira referência formal às aplicações, com posterior ciência do comitê de investimentos.

A PF relata, ainda, que entre junho e setembro de 2024, a Amazonprev investiu R$ 390 milhões na aquisição de letras financeiras de quatro bancos privados. O Master estava entre eles.

A PF aponta indícios de pagamento de propina a três gestores da fundação do governo do Amazonas. São investigados Claudinei Soares, Cláudio Marins de Melo e André Luis Bentes de Souza, que atuavam na Amazonprev. A investigação inclui o empresário Sávio Loyola e Silva e a empresa dele, a Alfa A Consultoria e Gestão de Frota, sediada em Niterói (RJ).

A empresa, segundo a PF, teria sido usada para repasses totais de R$ 620,1 mil aos três gestores, no mesmo semestre da concretização dos aportes nas letras financeiras, um indicativo de propina, conforme a polícia.

A Amazonprev disse, em nota, que colabora com as investigações da PF e que houve afastamento de dois servidores efetivos que são investigados pela polícia; o terceiro citado era comissionado e não integra mais os quadros da fundação, segundo o órgão do governo de Wilson Lima (União Brasil).

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