
A cantora sertaneja Ana Castela tornou-se ré em uma ação indenizatória cujos valores solicitados ultrapassam os R$ 760 mil. De acordo com informações da coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, o processo foi movido por Dalton de Oliveira Rodrigues Vieira, que acusa a artista de exposição indevida de imagem e calúnia após uma publicação feita por ela em 2025.
Origem do conflito
O caso remonta a um episódio de maus-tratos contra um cavalo ocorrido em Bananal (SP). Na ocasião, Castela teria publicado um vídeo em seus stories associando Vieira ao crime e chamando-o de “criminoso” e “cúmplice”. O autor da ação, no entanto, sustenta que figurou apenas como testemunha no processo criminal que apurou o fato, e que o verdadeiro responsável pela violência contra o animal foi condenado pela Justiça em dezembro de 2025.
Prejuízos profissionais e psicológicos
Na petição inicial, Dalton Vieira afirma que a postagem da artista gerou um linchamento virtual massivo. Ele alega que, em decorrência da repercussão negativa, foi demitido de seus dois empregos e passou a sofrer abalos psicológicos, necessitando de acompanhamento médico e afastamento de suas atividades. A defesa sustenta que a cantora obteve engajamento e lucro ao utilizar indevidamente a imagem do autor para comentar um tema sensível sem a devida verificação dos fatos.
Pedidos de indenização
A ação detalha os seguintes pedidos financeiros e judiciais:
-
R$ 700 mil a título de danos morais;
-
R$ 61 mil por lucros cessantes (referente aos salários que deixou de receber após as demissões);
-
Retratação pública por parte da artista em suas redes sociais.
Desdobramento criminal
Além da esfera cível, o processo menciona que os atos da cantora estão sendo apurados em um processo criminal apartado. A investigação busca verificar se a conduta da “Boiadeira” configura os crimes de calúnia, difamação, injúria e ameaça. Até o fechamento desta matéria, a assessoria jurídica da cantora não havia emitido posicionamento oficial sobre o caso.







