Imagem colorida da fachada de um prédio de uma das agências reguladoras, a Anvisa - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta segunda-feira (7/7) um informe de segurança alertando a população sobre os graves riscos à saúde causados pelo uso de alisantes capilares com substâncias como formol e ácido glioxílico — especialmente quando utilizados de forma irregular.

Segundo a agência, esses produtos podem provocar desde irritações leves na pele até danos respiratórios sérios e lesões irreversíveis nos fios de cabelo. Entre os sintomas relatados estão coceira, ardência, descamação do couro cabeludo e dificuldade para respirar. A recomendação é procurar atendimento médico imediato diante de qualquer sinal de reação adversa.

Formol: limite e ilegalidade

A Anvisa reforça que o formol só é permitido em cosméticos no Brasil em duas situações específicas:

  • Como conservante, até a concentração máxima de 0,2%.

  • Como endurecedor de unhas, até 5%.

Qualquer uso diferente — especialmente para alisar cabelos — é proibido, sendo infração sanitária grave e podendo se enquadrar como crime hediondo, conforme o artigo 273 do Código Penal Brasileiro.

Medidas recentes

Na última quarta-feira (2/7), a Anvisa realizou ações de fiscalização em empresas do setor e publicou uma resolução cancelando o registro de diversos produtos alisantes irregulares. A decisão incluiu:

  • Suspensão da fabricação, comercialização e distribuição desses cosméticos.

  • Recolhimento dos produtos que já estão no mercado.

  • Determinação de medidas preventivas às empresas investigadas.

A Anvisa reforça que os consumidores devem sempre verificar a regularidade do produto no site oficial da agência (consultar aqui) antes de usar qualquer cosmético, especialmente alisantes.

 Fique atento(a):

Se você realiza ou pretende realizar procedimentos de alisamento capilar, evite produtos que contenham formol ou ácido glioxílico em concentrações não autorizadas. Denuncie irregularidades à Anvisa pelo telefone 0800 642 9782 ou pelo site oficial.

Com informações de Metrópoles

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