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Atendendo a uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) apresentou nesta segunda-feira (26) uma proposta de regulamentação para a produção de cannabis medicinal no país.

“Essa é uma etapa importante do processo, uma etapa que avançamos muito no diálogo com o MAPA [Ministério da Agricultura e Pecuária], quem esteve muito parceiro durante essa formulação e essa discussão. O Brasil tem um cadastro de registro de cultivadas e de sementes”, explicou o diretor da Anvisa Thiago Campos.

De acordo com a Anvisa, a proposta será avaliada pelo colegiado da agência na próxima quarta-feira (28). Caso seja aprovada, as resoluções passam a valer a partir da data de publicação, com vigência inicial de seis meses.

A regulamentação prevê que a produção de cannabis seja permitida apenas para fins médicos e farmacêuticos e limitada a pessoas jurídicas.

Cada unidade produtora estará sujeita à fiscalização e poderá cultivar somente a quantidade necessária para suprir a demanda de medicamentos previamente autorizados.

O teor de THC deverá ser de, no máximo, 0,3%, e todos os lotes produzidos serão submetidos a inspeções.

“Estamos avançando de forma bastante técnica em todas essas resoluções, com auto debate, com outras discussões, e entendemos que estamos, nesse sentido, enfrentando essa questão e cumprindo essa demanda judicial”, disse o diretor da Anvisa Leandro Safatle.

O texto também define limites para as áreas de cultivo. A autorização seguirá o critério da chamada “lógica de compatibilidade”, que impede o plantio além do volume necessário para a fabricação do medicamento autorizado.

No transporte dos produtos, a Anvisa informou que haverá parceria com a PRF (Polícia Rodoviária Federal).

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