
O vice-governador Tadeu de Souza apareceu nas redes com um vídeo defendendo o ensino técnico e, de quebra, fazendo um chamado direto à juventude: inscrições abertas para a Fundação Matias Machline, com 322 vagas gratuitas em parceria com o Governo do Amazonas. A fala, embora educativa e oportuna, também tem peso político. Nos bastidores, o comentário é um só: se Wilson Lima deixar o cargo em abril, como prevê o calendário eleitoral, Tadeu assume e passa a ter na mão o ativo mais valioso da política — a caneta e o palco. E aí a pergunta vira inevitável: ele será apenas uma ponte administrativa ou vai mesmo entrar no jogo como candidato à reeleição? O estilo de comunicação e a escolha do tema mostram que ele está, no mínimo, se preparando para ser visto.
Concurso na Aleam: “marco histórico” com recado interno
Depois de 14 anos sem concurso público, a Assembleia Legislativa do Amazonas finalmente avança com uma etapa decisiva: a divulgação da relação preliminar de aprovados, feita pela FGV. O presidente Roberto Cidade tratou o momento como “marco histórico” e fez questão de esticar o discurso para além do institucional. O recado foi claro: o concurso entrou no pacote de “modernização” e “transparência”, palavras que viraram carimbo obrigatório na política atual — especialmente quando o assunto é gestão pública e pressão social. Ao afirmar que o processo respeitou “rigorosamente os princípios da administração pública”, Cidade também mira outro alvo: o da desconfiança que naturalmente acompanha concursos longos e disputados. No fim, a mensagem é dupla: o Parlamento se reforça por dentro e, publicamente, tenta se blindar.
Maria do Carmo e o PL: interior, Brasília e o fator Nikolas
A pré-candidata ao Governo, Professora Maria do Carmo (PL), segue firme no roteiro de interiorização, mas também mostra que não perde o “fio nacional” do partido. Ela recebeu ligação em vídeo do deputado Capitão Alberto Neto, que está na chamada Caminhada pela Liberdade, iniciativa associada ao deputado Nikolas Ferreira, com ato final previsto para 25 de janeiro, em Brasília. A cena é simbólica: enquanto Maria se posiciona como nome que “ouve o interior”, a engrenagem do PL tenta amarrar o discurso local ao sentimento nacional de “patriotismo e justiça”, um combustível que move a militância mais ativa. Alberto Neto, pré-candidato ao Senado, reforça o alinhamento e deixa explícito que o partido quer vender uma chapa majoritária afinada e com narrativa. É interior com um pé em Manaus e outro na avenida principal de Brasília.
Ipaam endurece e o número chama atenção
O Ipaam, por meio da Gerência de Recursos Hídricos, apresentou números que merecem destaque: em 2025 foram 230 licenças, autorizações e respostas técnicas, contra 161 em 2024 — crescimento de 42,9%. Mas o que realmente salta aos olhos é o segundo dado: R$ 6,7 milhões em multas aplicadas por irregularidades no uso da água, um salto de 93,4% em relação ao ano anterior. Não é só estatística: é sinal de fiscalização mais presente e também de que a pressão sobre recursos hídricos segue alta. Manaus lidera disparado as entregas técnicas, mas o interior aparece com força — Parintins, Apuí, Coari e Presidente Figueiredo. A leitura é simples: a pauta ambiental deixou de ser “assunto distante” e virou parte do cotidiano de quem precisa produzir, licenciar e regularizar.
Plástico nos rios: a resposta federal que incomoda
A resposta do Governo Federal a um requerimento do deputado Amom Mandel expõe um constrangimento difícil de maquiar: entre 2020 e 2025, não houve nenhuma operação do ICMBio com foco específico no combate ao descarte irregular de resíduos plásticos em ecossistemas amazônicos. Cinco anos sem uma ação com esse recorte. E pior: o próprio ICMBio admite não ter registro oficial de estudos próprios que indiquem quais espécies estão sendo impactadas pela poluição plástica. O documento, formalizado pelo Ministério do Meio Ambiente, com menções ao Ibama e ao próprio instituto, joga luz num problema real: a Amazônia acumula lixo, mas o Estado fiscalizador, nesse ponto específico, ficou devendo presença. É o tipo de dado que alimenta cobrança, discurso de abandono e — inevitavelmente — debate político.
TCE-AM segura mudança nas prestações de contas
O TCE-AM decidiu manter em 2025 o modelo antigo de envio das Prestações de Contas Anuais, empurrando a mudança prevista na Resolução nº 15/2024 para o exercício de 2026 — ou seja, com envio efetivo só em 2027. Na prática, os gestores continuam usando o e-Contas/DEC, com formatos já conhecidos, principalmente PDF. A decisão foi justificada com três palavras que costumam salvar muita discussão: segurança jurídica, previsibilidade e viabilidade operacional. O secretário-geral da Secex, Mário Roosevelt, deixou claro que a transição exige estrutura e adaptação. Traduzindo: o Tribunal quer modernizar, mas não quer correr risco de travar o sistema nem virar alvo de reclamações por exigir demais sem preparar o terreno.
Transporte escolar: Procon alerta antes que o problema apareça
Com a volta às aulas chegando, cresce a procura por transporte escolar — e, junto com ela, crescem também os riscos. O Procon-AM entrou em cena e fez o que deveria ser rotina: alertar pais e responsáveis para checar se o serviço é regular, se o veículo está em boas condições e se há contrato por escrito. O presidente do órgão, Jalil Fraxe, resumiu o essencial: “prevenção evita dor de cabeça”. Em Manaus e no interior, a contratação informal ainda é muito comum e, quando dá problema, quase sempre sobra para a família. A nota do Procon funciona como aviso: transporte escolar não é “favor”, é serviço — e serviço exige regra, documento e responsabilidade.
McLanche Feliz 2026: brinquedo, memória e marketing
O McDonald’s abriu 2026 apostando na fórmula que nunca falha: nostalgia + criança feliz + “faz de conta”. A nova campanha do McLanche Feliz traz 14 miniaturas inspiradas no universo da cozinha e no próprio cardápio — de caminhão de entrega e caixa registradora ao Drive Thru e PlayPlace. É marketing em estado puro, mas também é um recado de mercado: o brinquedo virou parte da experiência e não apenas um “extra”. A marca vende comida, mas também vende memória, hábito e vínculo familiar. E nesse jogo, quem ganha é a empresa — e as crianças que saem com o sorriso e o brinde na mão.







