
A administração de aspirina é uma das primeiras medidas recomendadas diante da suspeita de infarto agudo do miocárdio. O medicamento atua reduzindo a formação de coágulos, o que pode diminuir a obstrução da artéria e aumentar as chances de sobrevivência quando utilizado rapidamente.
Especialistas, no entanto, ressaltam que o uso da aspirina não substitui o atendimento de emergência e nem é indicado para todos os casos de dor no peito.
Reconhecer os sintomas e buscar socorro imediato é fundamental
Segundo cardiologistas, em casos de suspeita de infarto, a recomendação médica costuma ser mastigar dois a três comprimidos de AAS infantil (100 mg cada), pois essa forma de administração acelera a absorção do medicamento. Apesar disso, a medida deve ser associada ao acionamento imediato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192.
Os principais sinais de infarto incluem:
- dor intensa, pressão ou aperto no peito;
- dor irradiando para braços, ombros, costas, pescoço ou mandíbula;
- falta de ar;
- suor frio;
- náuseas e vômitos;
- tontura ou sensação de desmaio;
- palidez;
- fraqueza repentina.
Os especialistas alertam que nem toda dor torácica é causada por infarto. Outras condições graves, como dissecção da aorta ou hemorragias digestivas, podem apresentar sintomas semelhantes e tornar o uso da aspirina inadequado. O medicamento também é contraindicado em situações como alergia grave ao ácido acetilsalicílico, sangramento ativo, hemofilia, pressão arterial muito elevada e algumas doenças que reduzem significativamente o número de plaquetas.
Por isso, a orientação é não tentar identificar a causa da dor por conta própria. O atendimento médico rápido permite a realização de exames, como o eletrocardiograma, e o início imediato do tratamento mais adequado.
Após a confirmação do infarto, o paciente pode ser submetido a procedimentos como angioplastia com implante de stent ou cirurgia de revascularização, conforme a gravidade do caso. Quanto menor o tempo entre o início dos sintomas e a desobstrução da artéria, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de complicações permanentes.







