Reprodução/Redes Sociais/Polícia de Israel

Um ataque a tiros registrado neste domingo (7) em uma região próxima à Cisjordânia ocupada por Israel deixou uma pessoa morta e outras cinco feridas, segundo autoridades israelenses. Os dois suspeitos apontados como responsáveis pela ação foram mortos durante uma operação das forças de segurança.

Os disparos ocorreram em diferentes localidades próximas à fronteira entre Israel e a Cisjordânia, gerando inicialmente preocupação sobre a possibilidade de uma ação coordenada envolvendo múltiplos atiradores.

De acordo com o serviço de emergência Magen David Adom, os primeiros chamados foram recebidos por volta das 10h30, horário local, em um posto de combustíveis próximo à cidade de Kokhav Yair. Pouco depois, novos relatos de tiros surgiram em Tsur Natan, Tsur Yitzhak e nas proximidades do assentamento de Sal’it.

Diante da sequência de ocorrências, forças de segurança israelenses iniciaram uma ampla operação de busca com apoio terrestre e aéreo. Inicialmente, as autoridades confirmaram a morte de um dos suspeitos e continuaram as buscas por possíveis envolvidos.

Horas depois, as Forças de Defesa de Israel anunciaram que os dois autores do ataque haviam sido localizados e mortos.

Segundo os militares, um dos suspeitos foi abatido próximo a Tsur Yitzhak. O segundo ficou ferido durante a operação, conseguiu fugir, mas foi localizado posteriormente nas proximidades da cidade de Tayibe, onde também foi morto.

As autoridades informaram que um dos atiradores era um cidadão palestino de Israel oriundo da cidade de Tayibe. De acordo com o Exército, os suspeitos utilizavam um veículo com placas israelenses que circulava de forma irregular pela região.

Região entrou em estado de alerta após os ataques

Durante a operação de segurança, moradores das áreas afetadas foram orientados a permanecer em suas residências. Escolas mantiveram alunos dentro das unidades até que a situação fosse considerada controlada pelas autoridades.

O ataque levou ao reforço das medidas de segurança na região, incluindo o cerco de aldeias palestinas próximas e o fechamento temporário de uma passagem de acesso à Cisjordânia.

Autoridades locais afirmaram que o caso surpreendeu as forças de segurança, que inicialmente trabalhavam com a hipótese de uma infiltração de militantes oriundos da Cisjordânia ou da Faixa de Gaza.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, realizou uma reunião de avaliação da situação após o atentado e acompanha os desdobramentos da investigação, segundo informações divulgadas por seu gabinete.

As autoridades continuam apurando as circunstâncias do ataque e possíveis conexões dos suspeitos com grupos armados que atuam na região.

Com informações de Metrópoles

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